O Brasil não pode ter medo de impedir Jair Bolsonaro, diz Miriam Leitão

"Não há outro caminho que não seja o impedimento. Nem o Judiciário, nem o Congresso podem ter medo nesse momento", diz a jornalista, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016

(Foto: Aquiles Lins)
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247 – O golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, seguido da eleição fraudada de 2018, posto que sem a participação do ex-presidente Lula, colocou o Brasil no pior momento de sua história: o de ter de conviver com um presidente que a cada dia ameaça destruir o que restou da já combalida democracia brasileira.

Diante deste quadro, uma jornalista que participou deste processo, a colunista Miriam Leitão, do Globo, afirma que é chegado o momento de impedir Jair Bolsonaro. "Jair Bolsonaro nunca foi contra a corrupção e nunca foi um democrata. Mas usou a bandeira que estava em alta e foi eleito dentro das regras da democracia. Os que acreditaram que ele era o melhor antídoto contra a corrupção escolheram o autoengano", escreve ela, em sua coluna.

"Bolsonaro conspira contra a democracia à luz do dia, diante de todos. Alguns líderes políticos pedem paciência, como se ele fosse apenas uma pessoa de maus modos. Não. Ele tem maus propósitos", prossegue.

"A questão é como proteger a democracia brasileira nessa armadilha na qual o país está. Não há outro caminho que não seja o impedimento. O presidente precisa ser impedido através das leis que regem esse processo, que sempre foi e sempre será traumático, mas já foi usado por muito menos do que o que tem feito Jair Bolsonaro. Nem o Judiciário, nem o Congresso podem ter medo nesse momento. Bolsonaro já cometeu inúmeros crimes de responsabilidade. A lista é longa e os juristas e políticos a conhecem. A ideia de que 'não há clima' é muito confortável para todos os que querem eximir-se das responsabilidades que têm", aponta ainda Miriam.

"Se ele não tivesse afrontado as leis tantas vezes, e estivesse apenas atormentando o país com crises diárias no meio de uma pandemia já seria motivo suficiente para se pensar no impeachment. Bolsonaro é um governante que escolheu agravar todas as crises quando o país trava uma luta de vida ou morte", finaliza a jornalista.

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