O desespero das elites

No Brasil, assim como em muitos países do mundo, a imprensa burguesa cumpre o papel de defender os interesses das classes dominantes

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O Jornal O Estado de São Paulo, histórico representante das elites neste país, mais uma vez demonstra que tem a intenção de manter este caminho, custe o que custar.

Para isso vale tudo: ausência de ética, mentiras, criação de factoides e o requentar de matérias - artifícios direcionados, todos, a convencer setores da opinião pública sobre teses pré-estabelecidas.

A reportagem publicada na quarta-feira desta semana pelo Estadão sob o título "Procurador decide pedir investigação das acusações de Valério contra Lula" se transformou no mico nacional.

No mesmo dia, a notícia estampada na primeira página do jornal foi desmentida oficialmente em nota da Secretaria de Comunicação do Ministério Público Federal, que informa que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nega que tenha decidido investigar o ex-presidente Lula com base na acusação feita por Marcos Valério.

O documento afirma que Roberto Gurgel nem mesmo iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério em relação ao ex-presidente Lula, pois aguardava o término do julgamento da AP 470. Esclarece que somente após a análise poderá informar o que será feito com o material.

Portanto, conclui-se que não há qualquer decisão em relação a uma possível investigação das declarações de Valério sobre o ex-presidente Lula.

A tentativa do Estadão de enganar a opinião pública, induzi-la ao erro de análise e pressionar o Ministério Público a respeito demonstra apenas que o jornal agiu por interesses escusos, ou seja, o de provar que o ex-presidente Lula não é o homem que a maioria dos brasileiros acredita que seja.

E qual é a imagem de Lula para a maioria da população brasileira? Um homem forjado na luta contra a ditadura, sindicalista combativo, homem de visão no futuro, por duas vezes presidente deste país.

Suas ações em defesa da maioria dos brasileiros lhe deram cacife para, se assim o desejar, voltar a ocupar a presidência da República, dando continuidade ao projeto petista de governo: transformar o Brasil numa grande potência e tirar da miséria milhões de brasileiros.

Isso incomoda a elite e a direção daquele jornal. Eles preferem defender interesses de multinacionais, de latifundiários, do sistema financeiro e de candidatos oposicionistas que se alinham às suas ideias, como fez em 2010, ao publicar um editorial de apoio ao candidato José Serra à presidência da República.

O Estadão, assim como outros órgãos da grande imprensa, com casos de editores envolvidos em seríssimas denúncias de corrupção deviam, ao se preocuparem com as eleições de 2014, debater um programa político, econômico e social para a Nação e não se ocupar em denegrir líderes nacionais por meio de mentiras e calúnias.

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