HOME > Mídia

OCDE pede que Brasil acabe com restrição para estrangeiros na mídia

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) defendeu que o Brasil acabe com a restrição constitucional ao limite de estrangeiros em empresas de mídia no país. Técnicos da entidade sugeriram que todas as licenças de comunicação sejam unificadas, incluindo as outorgas de radiodifusão

OCDE pede que Brasil acabe com restrição para estrangeiros na mídia (Foto: Reuters)

Conjur - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) defendeu que o Brasil modernize o setor de telecomunicações e acabe com a restrição constitucional ao limite de estrangeiros em empresas de mídia no país. O estudo foi apresentado a autoridades brasileiras nesta segunda-feira (26/10).

Segundo a Folha de S.Paulo, a organização, na qual o Brasil tenta ingressar, criticou os atrasos regulatórios, tecnológicos e legislativos do país.

Os técnicos da entidade sugeriram que todas as licenças de comunicação sejam unificadas, incluindo as outorgas de radiodifusão. Para isso, seria necessário modificar a Constituição, transferindo o poder de concessão de licenças para uma agência reguladora única, em vez do Congresso e da presidência. O tema deve ser debatido pelo governo nos próximos meses.

Para a OCDE, a medida é essencial para que o país alcance os demais membros da organização no setor de comunicações. Embora o cenário tenha melhorado, os brasileiros ainda têm pouco acesso à internet fixa, em comparação com os países da OCDE. A velocidade da internet também está muito abaixo dos países mais desenvolvidos, onde a média de navegação é quase cinco vezes maior do que a daqui.

Por isso, o secretário-executivo da OCDE, Ángel Gurría, defendeu que o Brasil tome medidas "de abertura completa do mercado", conforme informou a Folha, unifique as agências reguladoras (Anatel, Ancine e ministério) e leve adiante uma reforma ampla dos tributos e taxas do setor.