Ombudsman detona Folha no caso 'Lulinha'

Para a jornalista Vera Guimarães Martins, "a Folha já foi além das tamancas na última sexta (16) ao cravar a manchete 'Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula'. Primeiro, porque não foi isso que Fernando Baiano disse"; segundo ela, trata-se do problema de "títulos 'esquentados': o impacto inicial não correspondido deixa a reportagem com cara de bala de festim"

Para a jornalista Vera Guimarães Martins, "a Folha já foi além das tamancas na última sexta (16) ao cravar a manchete 'Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula'. Primeiro, porque não foi isso que Fernando Baiano disse"; segundo ela, trata-se do problema de "títulos 'esquentados': o impacto inicial não correspondido deixa a reportagem com cara de bala de festim"
Para a jornalista Vera Guimarães Martins, "a Folha já foi além das tamancas na última sexta (16) ao cravar a manchete 'Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula'. Primeiro, porque não foi isso que Fernando Baiano disse"; segundo ela, trata-se do problema de "títulos 'esquentados': o impacto inicial não correspondido deixa a reportagem com cara de bala de festim" (Foto: Aline Lima)
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247 - A jornalista Vera Guimarães Martins, Ombudsman da Folha de S. Paulo, critica o jornal pela forma como deu a reportagem "Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula" na última sexta-feira 16.

"A Folha já foi além das tamancas na última sexta (16) ao cravar a manchete 'Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula'. Primeiro, porque não foi isso que Fernando Baiano disse", observa Vera.

"O lobista declarou ter repassado o dinheiro a José Carlos Bumlai, que teria pedido em nome de uma das noras de Lula. Só com isso, não é possível saber se o pecuarista foi pombo-correio ou se usou o valioso nome do amigo para inflar seu butim", explica.

Segundo ela, trata-se do problema de "títulos 'esquentados': o impacto inicial não correspondido deixa a reportagem com cara de bala de festim". Ela destaca o comentário de um leitor que chamou o episódio de "disse-me-disse".

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O nome de Fabio Luis Lula da Silva, um dos filhos de Lula, foi citado pelo jornalista Lauro Jardim como beneficiário de R$ 2 milhões, segundo delação de Fernando Baiano. Os advogados de Fábio Luis prometeram acionar o jornalista e o jornal O Globo pelo fato de o nome do cliente não ter sido citado nenhuma vez na delação. Depois, Lauro Jardim mudou a versão, dizendo que os R$ 2 milhões teriam sido pagos à esposa de Fabio Luís (leia mais).

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