Pablo Villaça: abandonar redes seria uma vitória para MBL e Gentili

O crítico de cinema Pablo Villaça, que havia abandonado o Twitter, resolveu voltar atrás após ataques do MBL e do "humorista" Danilo Gentili; "Eu não iria voltar para aquela rede por causa de um cara desses, iria?", questiona; "Sair dessas redes representaria uma vitória para essas pessoas. Teriam calado mais uma voz. Além disso, por que eu deveria abrir mão de plataformas que amplificam esta voz?"

O crítico de cinema Pablo Villaça, que havia abandonado o Twitter, resolveu voltar atrás após ataques do MBL e do "humorista" Danilo Gentili; "Eu não iria voltar para aquela rede por causa de um cara desses, iria?", questiona; "Sair dessas redes representaria uma vitória para essas pessoas. Teriam calado mais uma voz. Além disso, por que eu deveria abrir mão de plataformas que amplificam esta voz?"
O crítico de cinema Pablo Villaça, que havia abandonado o Twitter, resolveu voltar atrás após ataques do MBL e do "humorista" Danilo Gentili; "Eu não iria voltar para aquela rede por causa de um cara desses, iria?", questiona; "Sair dessas redes representaria uma vitória para essas pessoas. Teriam calado mais uma voz. Além disso, por que eu deveria abrir mão de plataformas que amplificam esta voz?" (Foto: Aquiles Lins)

Por Pablo Villaça, em seu Facebook - Voltei ao Twitter recentemente e, nos últimos dias, recebi mensagens de bolsominions com provocações ("Ué, voltou? Cadê sua palavra?"; "Você não ia sair do Facebook também?") e perguntas genuinamente interessadas nas minhas motivações para retornar. Então achei que deveria falar sobre isso.

Eu realmente havia decidido me afastar do Twitter e fiquei cerca de um mês sem tuitar (aliás, tuitava, geralmente através do Buffer, links para meus textos e só). Foi um mês que, confesso, me fez bem (apesar da gripe que me derrubou em Berlim e Lisboa). Assim, quando retornei ao Brasil, comecei a considerar a ideia de também deixar o Facebook.

Até que Danilo Gentili e o MBL publicaram em suas redes - no mesmo dia - provocações dirigidas a mim. (Gentili apagou a sua horas depois.) Minha reação imediata, claro, foi a de retrucar no Twitter, onde o "comediante" havia publicado sua mensagem, mas então me contive. Eu não iria voltar para aquela rede por causa de um cara desses, iria? E a ideia de sair do Facebook?

E então me dei conta de uma coisa óbvia: sair dessas redes representaria uma vitória para essas pessoas. Teriam calado mais uma voz. Além disso, por que eu deveria abrir mão de plataformas que amplificam esta voz? Ora, tenho 265 mil seguidores aqui no Facebook, 228.600 no Twitter (@pablovillaca) e outros 21.350 no Instagram (pablovillaca), que comecei a usar de maneira ativa mais recentemente.

Não cito esses números como forma de me gabar ou para atestar minha "popularidade"; há muitos perfis com um número infinitamente maior de seguidores (muitos pertencentes a figuras desprezíveis, por sinal). Eu os menciono porque, grandes ou pequenos, são algo que eu conquistei ao longo da minha vida profissional. São pessoas que, de alguma maneira, acham relevante o que tenho a dizer sobre Cinema, sobre política ou sobre questões pessoais (como o post recente sobre o professor assediador). Por que eu deveria ignorá-las? Por que eu deveria desistir de me comunicar, se o que faço profissionalmente há 24 anos é pura Comunicação?

Não sou "digital influencer" (se fosse, já teria conseguido ganhar algum dinheiro com isso - e não reclamaria :P), mas tenho uma voz com certo alcance: meu penúltimo post, por exemplo (sobre a importância de unir a esquerda), teve 32 mil curtidas, 9.587 compartilhamentos e quase 1.400 comentários - e, mesmo assim, não fica entre os 40 posts com maior alcance na história dessa página (e isso considerando que de 2015 para trás minhas estatísticas não existem, sei lá por quê).

Por que eu jogaria isso no lixo? Porque fiquei chateadinho com insultos e provocações? E aí cedo justamente aos que insultaram e provocaram, ficando mudo?

Nope. Eu me recuso. Custei a entender isso, mas, agora que entendi, eu me recuso.

Assim, não só NÃO saí do Facebook como voltei ao Twitter.

Obrigado a Danilo Gentili e ao MBL por isso. Algum efeito positivo vocês tiveram sobre mim. Mesmo que quisessem o oposto.

E obrigado a vocês, que me concedem a honra de ocupar parte de seu tempo lendo o que escrevo.

E é realmente uma honra.

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