HOME > Mídia

Panama Papers: jornalistas não vão compartilhar informações com EUA

Grupo de meios de comunicação que coordenou a investigação sobre os chamados "Panama Papers", que revelou por meio de documentos como autoridades e celebridades mundiais fazem uso de empresas em paraísos fiscais para ocultar patrimônio,  informou que não participará de um inquérito criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos; "O ICIJ [sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos] e sua organização mãe, o Centro de Integridade Pública, são organizações de comunicação amparadas pela Primeira Emenda e outras proteções legais para não se tornarem um braço das forças de segurança", afirmou Gerald Ryle, diretor do ICIJ

Grupo de meios de comunicação que coordenou a investigação sobre os chamados "Panama Papers", que revelou por meio de documentos como autoridades e celebridades mundiais fazem uso de empresas em paraísos fiscais para ocultar patrimônio,  informou que não participará de um inquérito criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos; "O ICIJ [sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos] e sua organização mãe, o Centro de Integridade Pública, são organizações de comunicação amparadas pela Primeira Emenda e outras proteções legais para não se tornarem um braço das forças de segurança", afirmou Gerald Ryle, diretor do ICIJ (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - O grupo de meios de comunicação que coordenou a investigação sobre os chamados "Panama Papers", documentos sobre empresas em paraísos fiscais, disse nesta quinta-feira que não participaria em um inquérito criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Preet Bharara, procurador norte-americano para Manhattan, escreveu para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) buscando informações adicionais que ajudassem na sua investigação sobre evasão fiscal, disse o Guardian nesta terça-feira.

O grupo nesta quinta-feira disse a promotores no gabinete de Bharara que não iria divulgar informações não publicadas para eles.

"O ICIJ e sua organização mãe, o Centro de Integridade Pública, são organizações de comunicação amparadas pela Primeira Emenda e outras proteções legais para não se tornarem um braço das forças de segurança", afirmou Gerald Ryle, diretor do consórcio, em um comunicado.

O consórcio ainda não divulgou muitos dos 11,5 milhões de arquivos vazados da empresa panamenha Mossack Fonseca que meios de comunicação ao redor do mundo usaram para revelar como indivíduos e corporações proeminentes esconderam bens e sonegaram taxas.

(Reportagem de Julia Harte)