Paola Carosella: morte de um jovem negro gera menos revolta que a de um cachorro

A chef Paola Carosella condenou a indignação seletiva da sociedade perante o extermínio da juventude negra e periférica; nesta madrugada, o jovem Pedro Gonzaga, de 19 anos, foi assassinado no supermercado Extra, após receber um golpe de mata-leão de um segurança; "A morte de um jovem negro em mãos de um segurança gera infinitamente menos indignação que a morte de um cachorro em mãos de um segurança"; a deputada Erika Kokay, a atriz Leandra Leal e o líder do MTST, Guilherme Boulos, também condenaram o assassinato

Paola Carosella: morte de um jovem negro gera menos revolta que a de um cachorro
Paola Carosella: morte de um jovem negro gera menos revolta que a de um cachorro

247 - A chefe de cozinha e apresentadora de TV Paola Carosella usou sua conta no Twitter para questionar a indignação seletiva da sociedade quando se trata da morte de jovens negros e periféricos. Pedro Gonzaga, de 19 anos, foi assassinado na madrugada desta sexta-feira (15), no supermercado Extra, após ser atingido por um golpe de mata-leão por um segurança do local.

"A morte de um jovem negro em mãos de um segurança gera infinitamente menos indignação revolta e raiva que a morte de um cachorro em mãos de um segurança.... #acarnemAisbaratadomercado", disse Carosella, referindo-se ao cachorro que foi morto por um segurança no supermercado Carrefour, no mês de dezembro, e que desencadeou uma onda de comoção nacional.

 
 

Além de Carosella, outras figuras públicas também condenaram o assassinato do jovem. A deputada federal Érika Kokay classificou como covarde o ato: "Exigimos apuração e punição do ato de covardia contra jovem de 19 anos no hipermercado Extra, na Barra da Tijuca-RJ. O jovem foi assassinado após ser imobilizado em um "mata-leão". As imagens que circulam pela internet são chocantes. Vidas negras importam!".

 
 

A atriz Leandra Leal também deixou claro em sua postagem que a morte do jovem não foi um acidente: "Legítima defesa? Durante todo o vídeo o jovem está imobilizado, outras pessoas pedem para o segurança parar, alertam que ele está ficando roxo... que conduta é essa permitida pelo hipermercado Extra?", questionou Leandra, referindo-se ao fato do segurança ter alegado legítima defesa ao assassinar o jovem.

 

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, também expôs o absurdo da situação. "Cena indignante, prova de que o "guarda da esquina" está solto. O mercado Extra e o segurança têm que ser imediatamente responsabilizados por esse homicídio. Basta de indignação seletiva!", disse. 

 

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