Para Gaspari, povo não foi às ruas contra Dilma

“Todos sabem que o impedimento da doutora depende da rua”, diz o colunista Elio Gaspari; no entanto, segundo ele, “havia 40 mil pessoas na rua, mas a rua não foi para a avenida. Elas não eram sequer um bloco representativo do eleitorado de Aécio Neves, apenas uma amostra do seu estrato superior”; “Se o Brasil é uma Belíndia, uma parte da Bélgica saiu de casa, mas a Índia, que estava desacompanhada em 2013, faltou ao encontro”, conclui

13/12/2015- São Paulo- SP, Brasil- Manisfestantes reúnem-se na avenida Paulista, em ato contra o governo Dilma Rousseff. Foto: André Tambucci/ Fotos Públicas
13/12/2015- São Paulo- SP, Brasil- Manisfestantes reúnem-se na avenida Paulista, em ato contra o governo Dilma Rousseff. Foto: André Tambucci/ Fotos Públicas (Foto: Roberta Namour)
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247 – Em comparação com os protestos de 2013, para o colunista Elio Gaspari, o povo não foi às ruas no último domingo contra o governo Dilma.

“Há dois anos a rua foi ocupada por muita gente que ia ao centrão de São Paulo, andava de ônibus e pedia o cancelamento de um aumento de tarifas nos transportes públicos. Domingo, pediam o impedimento da presidente da República », lembra.

Segundo ele, “todos sabem que o impedimento da doutora depende da rua”. No entanto, destaca que “havia 40 mil pessoas na rua, mas a rua não foi para a avenida. Elas não eram sequer um bloco representativo do eleitorado de Aécio Neves, apenas uma amostra do seu estrato superior”.

“Se o Brasil é uma Belíndia, uma parte da Bélgica saiu de casa, mas a Índia, que estava desacompanhada em 2013, faltou ao encontro”, conclui. Ele ressalta ainda que “o pedaço da Bélgica que foi para a avenida é capaz de perder uma tarde de domingo para pedir a saída de Dilma, mas expõe sua incerteza em relação ao próximo passo” (leia mais).

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