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Para O Globo, Gilmar inicia "devassa" contra Dilma

Segundo o jornal O Globo, a ação do ministro Gilmar Mendes em relação ao processo eleitoral de 2014 não se limita a uma análise normal sobre as contas de campanha da presidente Dilma Rousseff; trata-se, sim, de uma "devassa"; ontem, Gilmar pediu à Receita Federal a análise dos dados de todos os doadores e ao Banco Central cópias dos extratos bancários que comprovariam os repasses; em entrevista recente ao 247, Gilmar resumiu a questão: "Se não tem problema, ok; se tem, tem"

Segundo o jornal O Globo, a ação do ministro Gilmar Mendes em relação ao processo eleitoral de 2014 não se limita a uma análise normal sobre as contas de campanha da presidente Dilma Rousseff; trata-se, sim, de uma "devassa"; ontem, Gilmar pediu à Receita Federal a análise dos dados de todos os doadores e ao Banco Central cópias dos extratos bancários que comprovariam os repasses; em entrevista recente ao 247, Gilmar resumiu a questão: "Se não tem problema, ok; se tem, tem" (Foto: Leonardo Attuch)

247 - O ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Eleitoral e do Tribunal Superior Eleitoral, iniciou a análise das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff.

No entanto, segundo reportagem do jornal O Globo, trata-se de uma "devassa".

"Em despachos publicados na segunda-feira, o ministro solicitou que a Receita informe se as empresas extrapolaram o de limite de doação e se o faturamento é compatível com o valor doado", diz o texto. Ele também pediu ao Banco Central que envie cópia dos extratos que comprovam os repasses e soliciou que o Conselho Federal de Contabilidade indique um representante para acompanhar a análise das prestações de contas da presidente.

Em entrevista recente ao 247, Gilmar afirmou que fará uma análise estritamente técnica sobre o caso. "Se não tem problema, ninguém deve se preocupar com absolutamente nada", afirma. "Agora, se houver problema, tem problema".

Ele também repudiou as insinuações de que a distribuição do processo tenha ocorrido de forma irregular, após a decisão tomada pelo ministro Dias Toffoli. "Foi absolutamente normal. Agora, algumas pessoas só gostam da distribuição quando ela cai com quem supostamente os favorece" (leia aqui).