Paranoia tomou conta do meio político brasileiro, diz New York Times

Em reportagem desta sexta-feira, 2, o jornal americano diz que a classe política brasileira está ficando "paranoica"; ""Com o avanço da tecnologia chegando ao ponto de alguém gravar secretamente uma conversa no escritório com um smartphone, os nervos estão se desgastando sobre essas traições no ambiente político cada vez mais paranoico do Brasil", diz o texto, citando o caso do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero; para o NYT, saída de Dilma não foi suficiente para estancar a "guerra política que toma conta do Brasil"

Brasília - Presidente interino Michel Temer posa para foto acompanhado do ministro da Educação, Mendonça Filho, com o Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Presidente interino Michel Temer posa para foto acompanhado do ministro da Educação, Mendonça Filho, com o Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Do Infomoney - Em meio aos recentes escândalos da política brasileira, o jornal norte-americano The New York Times publicou uma matéria nesta sexta-feira (2) afirmando que a classe política está ficando paranoica. "Com o avanço da tecnologia chegando ao ponto de alguém gravar secretamente uma conversa no escritório com um smartphone, os nervos estão se desgastando sobre essas traições no ambiente político cada vez mais paranoico do Brasil", diz o texto.

A matéria destaca o caso envolvendo a saída de dois ministros do governo de Michel Temer, com a denúncia de tráfico de influência feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PSDB-RJ), que acabou culminando no pedido de demissão do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

O jornal afirma que o impeachment de Dilma Rousseff não foi suficiente para resolver a guerra política que toam conta do Brasil, apesar de acredita que o mandato do peemedebista não está correndo grandes riscos. "Temer está enfrentando agora a crise mais aguda de sua curta presidência, mas são poucos os que enxergam algum risco iminente de sua queda", diz a matéria.

Por outro lado, o NYT destaca que as conversas gravadas por Calero elevaram o nervosismo de boa parte da classe política nacional, que corre grande perigo por conta das investigações sobre corrupção.

Por fim, o jornal cita Nicolau Maquiavel e um de seus mais conhecidos conceitos, de que os fins justificam os meios. Segundo a publicação, "em cada grande virada na crise política do Brasil ao longo do último ano, as gravações são táticas reveladoras que fariam Maquiavel orgulhoso".

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