Pepe Escobar: redes sociais viraram instrumento de imbecilização

O jornalista Pepe Escobar conversou com a TV 247 sobre os efeitos causados na democracia pelo grande uso das redes sociais pela população. “Claro, temos alguns pequenos nichos de excelência de análise intelectual em todas as redes sociais, mas eu diria que nunca as redes sociais funcionaram basicamente como um processo de estupidificação”, disse. Assista

Pepe Escobar
Pepe Escobar (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - O jornalista Pepe Escobar, em entrevista à TV 247, falou da relação entre as redes sociais e o enfraquecimento da democracia. Apesar de ressaltar que há exceções, Pepe afirmou que a população é imbecilizada por meio das redes, o que abala o fundamento de democracias liberais.

Ele afirmou que o populismo de direita e extrema-direita é muito hábil em utilizar as redes sociais para alienar e administrar sua massa de manobra. “O populismo de direita é ótimo em manipular redes sociais, que é, em grande parte, um sistema afiadíssimo e agudo de imbecilização de massa. O fato de que, por exemplo, o esporte favorito hoje da humanidade é tirar selfie é uma imbecilização, uma zumbificação em massa absolutamente extraordinária”.

Para Pepe, de acordo com preceitos do filósofo Karl Marx, o que acontece com o processo “zumbificação” da população por meio das redes é “alienação por excelência”. “Claro, temos alguns pequenos nichos de excelência de análise intelectual em todas as redes sociais, sem dúvida, mas eu diria que nunca no mundo inteiro as redes sociais funcionaram basicamente como um processo de estupidificação e de alienação. Se a gente fosse aplicar aqueles conceitos marxistas de velha guarda, isso é alienação por excelência”.

O jornalista esclareceu que este processo ocorre no mundo inteiro, apesar de que na Ásia há exemplos contrários, como Cingapura. “Uma verdadeira democracia liberal, que pressupõe cidadãos bem informados, alheio às fake news e capazes de um julgamento crítico sobre candidato ‘x’ ou ‘y’, está desaparecendo no mundo inteiro. Desapareceu nos Estados Unidos, desapareceu na Inglaterra, desapareceu no Brasil, desapareceu em vários países europeus e na Ásia é diferente. Eles preferem uma espécie de uma ditadura iluminista, uma espécie de ditadura ‘soft’ bem informada e com gente capacitada. Um exemplo que os ocidentais citam o tempo todo é Cingapura", disse.

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