Reinaldo ironiza Bolsonaro: precisamos de mais Brasil e de menos brasileiros
Segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, "Executivo, Legislativo e Judiciário dão largada a 2020 na certeza de que é imperioso enfrentar as reformas administrativa e tributária". "O governo, até agora, não disse o que pretende para a segunda", afirma. Colunista destaca, ainda, que Bolsonaro "cortou a zero" a dotação orçamentária do programa Casa da Mulher Brasileira
247 - "Está faltando coragem ao governo Bolsonaro para confessar que o modelo precisa de mais Brasil e de menos brasileiros", afirma o jornalista Reinaldo Azevedo em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo.
O colunista também destaca que o "governo Bolsonaro cortou a zero a dotação orçamentária do programa Casa da Mulher Brasileira para vítimas da violência". "O presidente aplaudiu a decisão da ministra Damares Alves. Na expressão do nosso líder, 'a Damares está sendo 10 nesta questão, não é dinheiro, recurso. É postura, mudança de comportamento que temos que ter no Brasil, é conscientização'", acrescentou.
"Deve fazer sentido em alguma esfera inalcançável pela lógica convencional: corta-se o dinheiro para a mulher agredida na esperança de que o agressor tome consciência de seu comportamento inadequado. Estamos na esfera da 'revolução moral', certo? Os brasileiros precisam se emendar, como diria o jornalista Alexandre Garcia, com o endosso de Bolsonaro. Estivessem aqui os japoneses, e seríamos a maior potência da Terra. O pior do Brasil são os brasileiros".
De acordo com o jornalista, "Executivo, Legislativo e Judiciário dão largada a 2020 na certeza de que é imperioso enfrentar as reformas administrativa e tributária". "Há um rascunho da primeira. O governo, até agora, não disse o que pretende para a segunda. Mais uma vez, pretende-se largar a bucha no colo do Congresso, e Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre que se virem, enquanto as milícias digitais do presidente continuam a massacrá-los nas redes sociais".