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Reinaldo reforça lobby para soltar Cunha e manda Janot se comportar

Colunista neocon da Folha se diz preocupado com longas prisões preventivas apenas agora que Eduardo Cunha pode ser solto e "manda" o procurador-geral Rodrigo Janot se comportar em relação a Alexandre de Moraes, que chega ao STF para estancar a sangria da Lava Jato em relação a políticos do PMDB e do PSDB

Janot Reinaldo Azevedo (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Reinaldo Azevedo, colunista neocon da Folha se diz preocupado com longas prisões preventivas apenas agora que Eduardo Cunha pode ser solto e "manda" Rodrigo Janot se comportar em relação a Alexandre de Moraes, que chega ao STF para estancar a sangria da Lava Jato em relação a políticos do PMDB e do PSDB.

"Pode até ser que os motivos estejam dados. Quais? As razões do processo e da preventiva no passado são conhecidas. Mas e hoje? Afinal, uma preventiva não pode valer por uma perpétua caso o detido frustre os desígnios do juiz e do promotor.

Que a cadeia seja o principal elemento de convencimento da Lava Jato, ancorada nas delações, eis uma evidência que dispensaria a prova fornecida pelo próprio Deltan Dallagnol na segunda, numa de suas caneladas jurídicas no Facebook.

Escreveu: "A colaboração é um instrumento que permite a expansão das investigações e tem sido o motor propulsor da Lava Jato. O criminoso investigado por um crime 'A' entrega os crimes B, C, D, E – um alfabeto inteiro – porque o benefício é proporcional ao valor da colaboração."

Para quem não entendeu: o "benefício" é diminuir o tempo de cadeia. Ele trata acima da execução da pena, não da prisão preventiva (pior ainda). O que está claro é que a cana é usada para obter a delação. É dispensável provar o que é óbvio no texto.

E Rodrigo Janot? Parece não ter gostado da indicação do bom Alexandre de Moraes para o STF. Indagado a respeito, disse: "Não acho nada!" Coisa feia! Deve ter se esquecido de que também foi indicado por um presidente –no caso, por Lula.

Janot se comporte. A indicação de Moraes obedeceu a critérios bem mais formais. Esse é um dado."