Repórter da Globo ganha briga no Twitter

O jornalista Geneton Moraes Neto provou que preciso ter cuidado com o que se fala na internet: foi justia por conta de um tute ofensivo e ganhou a causa

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247 – O Twitter é uma rede social livre, em que as pessoas podem expor suas opiniões, incentivar protestos, criticar famosos ou próximos e até ofender outros usuários, se escondendo no “anonimato” que a internet trás. Porém, nem tudo se resolve por lá.

O repórter da Rede Globo Geneton Moraes Neto venceu, pela Justiça do Rio de Janeiro, um processo contra um usuário do microblog, que o acusou de ter roubado de um trabalho de conclusão de curso de alunos de jornalismo as perguntas de uma entrevista que ele fez com o cantor Geraldo Vandré, em setembro do ano passado. O autor da acusação não foi identificado.

Em seu blog, onde Geneton descreve o caso com detalhes, o jornalista comemorou a decisão da justiça carioca. “(...)Como se, depois de quase quarenta anos de profissão, eu precisasse recorrer a um trabalho escolar para fazer as perguntas de uma entrevista! Comecei a trabalhar cedo, aos dezesseis anos de idade, em 1972. Perdi a conta das entrevistas que fiz (...) Nunca – repito: nunca, jamais, em tempo algum – fui acusado de falta de ética ou de imprecisão ou de ‘roubar’ o que quer que seja”.

O autor da acusação se defendeu afirmando que estava sendo solidário com uma amiga. Mas a reposta não colou. O usuário foi condenado a pagar vinte horas de serviços comunitários em uma das instituições cadastradas no Quarto Juizado Especial Criminal ou a pagar uma quantia de R$ 600 para a Justiça repassar a uma destas instituições, valor que o repórter achou baixo.

Ao comemorar a decisão da justiça, Geneton alertou a todos os usuários do Twitter e das demais redes sociais. “Atenção, todos os carros; atenção, twitteiros, facebookeiros, blogueiros, orkuteiros: a tribuna da Internet é livre, mas, quando forem escrever, meçam as palavras, como fazem jornalistas responsáveis. Ou então tratem de ir preparando os cheques: as instituições de caridade cadastradas na Justiça vão agradecer penhoradamente a ajuda, ainda que forçada”.

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