Ruim para o editor, ótimo para o leitor

Aplicativos para iPad como Zite e Flipboard renem notcias quentinhas para o usurio, mas do dor de cabea aos grandes veculos

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247 – Alguns aplicativos para iPad facilitam a vida de qualquer um, tendo como função agregar conteúdo de assuntos diversos, definidos pelo leitor. Quem deu início ao estilo foi o FlipBoard hoje um grande sucesso e uma avaliação de 140 milhões de euros, segundo uma reportagem publicada no jornal El País. Outro que segue a linha é o Pulse, criado por estudantes como um projeto para a Universidade de Stanford, que tem basicamente as mesmas funções do FlipBoard. E o mais recente Zite, chamado de “revista personalizada”, que além de trazer os tipos de notícias escolhidas pelo leitor, “entende” quais assuntos mais lhe interessa por meio de seu Twitter e suas escolhas do Google Reader.

Todos grátis na App Store, os aplicativos trazem várias facilidades ao usuário de iPad sedento por notícias e que leia em inglês. Basta inserir alguns temas de interesse que esses agregadores definem sozinhos os portais e veículos de comunicação de maior referência, trazendo tudo compilado, com possibilidade de compartilhamento com redes sociais e envio para emails. Caso o tema não esteja disponível como opção, ou esteja faltando algum bom site naquela seção, o leitor tem possibilidade de inseri-los manualmente.

O problema é que tanta facilidade não poderia ser perfeita para todos os lados. Nessa história, os editores estão de cabelo em pé ao verem o conteúdo de seus portais sendo divulgado por um meio que não seja o seu domínio na Internet e, consequentemente, transferindo os acessos que seriam seus a um agregador independente. Outro dilema são os direitos autorais e as assinaturas dos autores dos textos, que teoricamente não poderiam ser publicados em lugares além de seus próprios veículos, com os quais não possuem contratos.

Em dezembro, o diretor do Fliboard, Mike McCue, afirmou: “Queremos construir um negócio em parceria com os editores, não às costas deles”. Mas até agora, nada aconteceu. E por contribuir com a divulgação do conteúdo dos editores e ainda compartilhá-los nas redes sociais, McCue gosta de pensar em sua empresa como aliada dos veículos de comunicação e portais de notícias, e não adversárias.

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No final de março, o fundador e CEO do Zite, Ali Davar, recebeu uma carta assinada por grandes editores americanos, incluindo gigantes como Associated Press, Dow Jones, Gannett e Getty Images por violações de direitos autorais. “Por republicar, redistribuir e reformatar nosso conteúdo original em larga escala comercial sem nossa permissão em seu aplicativo para iPad, Zite afeta e impacta negativamente em nosso negócio”, dizia a carta. Davar prometeu cumprir o que pediam os editores, direcionando os leitores às páginas da web que publicaram o conteúdo originalmente. Na opinião do analista digital e blogueiro britânico Manas Datta, trata-se de mais um exemplo negativo sobre as atitudes de editores tradicionais, que forçam o domínio sobre um projeto inovador.

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