Sakamoto: em guerra, Brasil amplia posse de arma e bota fogo em capim

O jornalista Leonardo Sakamoto critica o projeto "que permite a moradores de áreas rurais circularem com armas de fogo por toda a extensão de suas propriedades". "Vive-se uma situação clara de conflito deflagrado, com a existência de milícias armadas por fazendeiros e grileiros. Isso quando não é, o próprio Estado, sócio de chacinas e massacres", afirma

(Foto: ABr | Reuters)

247 - O jornalista Leonardo Sakamoto critica o projeto "que permite a moradores de áreas rurais circularem com armas de fogo por toda a extensão de suas propriedades. Antes, a posse estava restrita à sede do imóvel". Jair Bolsonaro sancionou a proposta.

"O Estado brasileiro tem sido incompetente para prevenir e solucionar crimes contra a vida no campo. Vive-se uma situação clara de conflito deflagrado, com a existência de milícias armadas por fazendeiros e grileiros. Isso quando não é, o próprio Estado, sócio de chacinas e massacres, afirma.

O colunista do Uol destaca que, segundo relatório divulgado, anualmente, pela Comissão Pastoral da Terra, 960.630 pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo, em 2018, frente a 708.520, em 2017 – um aumento de 35,6%.

"Considerando os índices de violência, o governo federal deveria atuar para dificultar o alcance das armas de fogo a todos, principalmente aos grupos que já demonstraram pouco apreço à vida humana. Vale lembrar, porém, que os registros apontam que os assassinatos e chacinas no campo são de trabalhadores rurais, populações tradicionais, sindicalistas e funcionários públicos – historicamente executados por pistoleiros e policiais a mando do poder econômico".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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