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Sakamoto: País precisa menos de bons gestores e mais de bons políticos

Ao comentar a saída de Pedro Parente da Petrobras, o jornalista Leonardo Sakamoto defende que, mais do que nunca, o País precisa menos de bons gestores e mais de bons políticos; "Pessoas que não enxerguem pessoas como números e suas demandas por qualidade de vida como erros de fórmula em uma planilha de Excel. Porque, ao final, a luta pela dignidade humana é uma conta que não fecha. Mas faz sentido mesmo assim", diz o jornalista

Ao comentar a saída de Pedro Parente da Petrobras, o jornalista Leonardo Sakamoto defende que, mais do que nunca, o País precisa menos de bons gestores e mais de bons políticos; "Pessoas que não enxerguem pessoas como números e suas demandas por qualidade de vida como erros de fórmula em uma planilha de Excel. Porque, ao final, a luta pela dignidade humana é uma conta que não fecha. Mas faz sentido mesmo assim", diz o jornalista (Foto: Aquiles Lins)

247 - O jornalista Leonardo Sakamoto comentou nessa sexta-feira 1, a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras. Para o jornalista, imediatamente após a queda de Parente, estabeleceu-se uma batalha de discursos sobre as causas e os efeitos da saída. 

"Tudo tem base ideológica. Somos guiados por conjuntos de ideias e adotamos diferentes formas de interpretar os fatos do mundo. O importante é saber se a nossa base é includente ou excludente. Ou seja: se queremos que mais seres humanos aproveitem da mesma dignidade que desejamos para nós mesmos. Ou se defendemos que eles devem esperar mais um pouco para que a economia cresça e, só depois disso, eles retirem seu pedaço", diz Sakamoto. 

Para o colunista do UOL, há muita coisa possível entre o "controle artificial do preço da gasolina imposto pelo governo Dilma" e um repasse quase que diário do preço ao consumidor do governo Temer.

"Neste momento, mais do que em qualquer outro, precisamos menos de bons gestores e mais de bons políticos. De pessoas capazes de articular as diferentes demandas sociais e promover o diálogo entre setores e classes a fim de encontrarmos soluções que não desagradem a todos. É apenas em um ambiente democrático que a própria democracia consegue mudar seus rumos e corrigir-se", avalia Sakamoto. 

"Pessoas que não enxerguem pessoas como números e suas demandas por qualidade de vida como erros de fórmula em uma planilha de Excel. Porque, ao final, a luta pela dignidade humana é uma conta que não fecha. Mas faz sentido mesmo assim", diz o jornalista. 

Leia o texto na íntegra no Blog do Sakamoto