Sakamoto: povo não come “indicadores econômicos”. Por isso, Temer é reprovado por 70%

"Nada de muito bom pode ser construído alijando uma massa de trabalhadores de um patamar mínimo de dignidade (empregos formais com direitos trabalhistas) sob a promessa de que o sacrifício de hoje e traduzirá em prêmio no futuro", diz o jornalista Leonardo Sakamoto

"Nada de muito bom pode ser construído alijando uma massa de trabalhadores de um patamar mínimo de dignidade (empregos formais com direitos trabalhistas) sob a promessa de que o sacrifício de hoje e traduzirá em prêmio no futuro", diz o jornalista Leonardo Sakamoto
"Nada de muito bom pode ser construído alijando uma massa de trabalhadores de um patamar mínimo de dignidade (empregos formais com direitos trabalhistas) sob a promessa de que o sacrifício de hoje e traduzirá em prêmio no futuro", diz o jornalista Leonardo Sakamoto (Foto: Leonardo Lucena)

247 - "Caiu de 2,97% para 2,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo governo federal, segundo dados divulgados nesta terça (22)", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto. "Quando determinados indicadores econômicos apresentaram sinais de melhora há um ano, alguns analistas de mercado vieram a público comemorar que o país tinha finalmente saído da lama e entrado no eixo. Depois de cair 3,5%, tanto em 2015 quanto em 2016, o PIB subira 1% em 2017".

De acordo com o jornalista, "o problema é que a população não se alimenta de indicadores econômicos, mas de arroz, feijão e bife, frango ou ovo – variação que depende do salário". "E a tão divulgada retomada não se fez chegar ao grosso do povão, que viu empregos formais se transformarem em informais, salários de suas categorias serem achatados e a geração de postos de trabalho de qualidade patinar na lama", disse.

"Nada de muito bom pode ser construído alijando uma massa de trabalhadores de um patamar mínimo de dignidade (empregos formais com direitos trabalhistas) sob a promessa de que o sacrifício de hoje e traduzirá em prêmio no futuro", acrescenta.

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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