Sakamoto: rolo da CPMF nos lembra que Bolsonaro foi eleito sem projeto de país

"Seria importante entender qual sua visão de país para além do banimento do Kit Gay, da Mamadeira de Piroca, do Saci Pererê e, agora com as queimadas, do Curupira", afirmou o jornalista Leonardo Sakamoto em referência a Jair Bolsonaro

247 - "Em seus sonhos, o ministro da Economia deseja a desoneração da parte do INSS que cabe, hoje, aos empresários, jogando a fatura para toda a sociedade através de um imposto. Uma CPMF renascida do inferno caberia como uma luva", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto.

"A Constituição Federal deixa claro que o financiamento da seguridade social deve vir através de trabalhadores, governo e empregadores. Mas se depender do ministro, o governo, que já não coloca sua parte de forma correta e reclama do tamanho do déficit, teria a companhia dos empresários", continua.

Segundo o colunista do Uol, "Guedes acredita que gastando menos com a proteção e aposentadoria dos trabalhadores, empresários vão gerar mais empregos. Mas ele faz isso com um imposto que incide pesadamente no consumo. Ou seja, todos pagam".

"Todo o episódio mostra é a falta que um projeto de país nos faz. Bolsonaro foi eleito empunhando várias bandeiras desconexas e sem um projeto claro – além de nos fazer voltar 40 anos em quatro do ponto de vista comportamental e de costumes. O vazio de organização e de planejamento se reflete na bateção de cabeça de membros de sua administração, o que pode ser visto pelas brigas dele com o próprio Marcos Cintra ao longo do tempo", diz. "Seria importante entender qual sua visão de país para além do banimento do Kit Gay, da Mamadeira de Piroca, do Saci Pererê e, agora com as queimadas, do Curupira".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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