Sakamoto: se as instituições funcionassem, Bolsonaro sofreria processo criminal
O jornalista Leonardo Sakamoto comenta a respeito de agressão de Bolsonaro contra a jornalista Patrícia Campos de Mello. "Caso as instituições estivessem funcionando normalmente, a Câmara dos Deputados autorizaria a abertura de um processo criminal contra ele no STF. Ou começaria um impeachment. Mas em nome das reformas, tudo é perdoado", diz o jornalista
247 - O jornalista Leonardo Sakamoto, em sua coluna no Portal UOL, afirma que, "agindo na posição em que se sente mais confortável, a de meme de grupo de WhatsApp, Jair Bolsonaro repetiu a grotesca violência de cunho sexual contra a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, na manhã desta terça (18), em frente ao Palácio do Alvorada".
"Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim", afirmou Bolsonaro, relata Sakamoto.
"Ao afirmar, de forma inconcebível para o líder de uma democracia, que uma jornalista ofereceu sexo em troca de informações, ele reforça a percepção de que é incapaz de ocupar a Presidência da República. Apesar de seu comportamento agressivo, egocêntrico, pouco empático e sem remorso demonstrar psicopatia, ele mostrou mais uma vez que usa, compulsivamente, o cargo de forma racional e consciente para cometer crimes contra aqueles que enxerga como adversários e para defender sua família", denuncia o jornalista.
"Caso as instituições que exercem freios e contrapesos ao Poder Executivo estivessem funcionando normalmente, a Câmara dos Deputados autorizaria a abertura de um processo criminal contra ele no Supremo Tribunal Federal. Ou começaria um impeachment. Mas em nome das "reformas', tudo é perdoado", acrescenta o jornalista.