Sakamoto sobre aumento no STF: de 35 para 39 salários mínimos mensais

O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que a aprovação do aumento do próprio salário pelos ministros do STF (Superior Tribunal Federal) caracteriza mais um retrocesso; ele diz: "qualquer medida de autopreservação das classes mais privilegiadas em meio à grave situação social e econômica em que vive o país, como o reajuste de 16,38% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, é um contrassenso"

Sakamoto sobre aumento no STF: de 35 para 39 salários mínimos mensais
Sakamoto sobre aumento no STF: de 35 para 39 salários mínimos mensais

247 - O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que a aprovação do aumento do próprio salário pelos ministros do STF (Superior Tribunal Federal) caracteriza mais um retrocesso. Ele diz: "qualquer medida de autopreservação das classes mais privilegiadas em meio à grave situação social e econômica em que vive o país, como o reajuste de 16,38% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, é um contrassenso".

"A maioria dos ministros aprovou a inclusão de aumento de seus contracheques de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38 mil mensais em sua proposta de orçamento a partir de 2019. Considerando que o salário mínimo previsto na lei orçamentária de 2019, aprovada pelo Congresso Nacional, é de R$ 998,00, frente aos R$ 954,00 de hoje, a remuneração dos ministros pode passar de 35,39 para 39,37 salários mínimos por mês. Se confirmado pelo Congresso, que discute projeto com valor semelhante, e sancionado por Michel Temer, o reajuste deve provocar um efeito cascata em salários do Poder Judiciário, do Ministério Público, de parlamentares, de ministros de Estado, entre outros, da ativa e aposentados. Afinal, a remuneração do STF é, em tese, o teto do funcionalismo público.

Às remunerações agregam-se benefícios, como auxílio-moradia, e outros penduricalhos que aumentam salários do Poder Judiciário e do Ministério Público para além do teto. As pressões junto à corte por parte de categorias que já não recebem pouco correram soltas. Lembraram que o último reajuste foi em janeiro de 2015 e que há uma perda inflacionária a compensar. E que tudo isso é feito dentro da lei, aprovado por deputados e senadores. Toda demanda de trabalhadores, independente de quem sejam, merece ser analisada e não ignorada. O problema é que o momento em que estamos vivendo é grave a ponto do Estado ter baixado uma agenda de cortes sociais que atinge os mais pobres. O que torna o pleito dos que recebem mais fora de lugar e até insensível."

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