Singer: 'trapalhadas' da Lava Jato com JBS prenunciam final inglório

Cientista político e professor da USP André Singer criticou neste sábado, 9, a condução das delações premiadas da JBS pela procuradoria-geral da República; segundo ele, as "trapalhadas" da Lava Jato no término da gestão de Rodrigo Janot talvez prenunciem um "final inglório para a operação moralizadora"; "Os áudios 'domésticos' entregues pela dupla de falastrões da J&F são menos importantes pelo enunciado de intenções demolidoras em relação ao Judiciário do que pelas indicações de que o braço direito de Janot fazia jogo duplo, comprometendo, talvez, a lisura da denúncia contra Temer oferecida pela PGR", diz Singer

Cientista político e professor da USP André Singer criticou neste sábado, 9, a condução das delações premiadas da JBS pela procuradoria-geral da República; segundo ele, as "trapalhadas" da Lava Jato no término da gestão de Rodrigo Janot talvez prenunciem um "final inglório para a operação moralizadora"; "Os áudios 'domésticos' entregues pela dupla de falastrões da J&F são menos importantes pelo enunciado de intenções demolidoras em relação ao Judiciário do que pelas indicações de que o braço direito de Janot fazia jogo duplo, comprometendo, talvez, a lisura da denúncia contra Temer oferecida pela PGR", diz Singer
Cientista político e professor da USP André Singer criticou neste sábado, 9, a condução das delações premiadas da JBS pela procuradoria-geral da República; segundo ele, as "trapalhadas" da Lava Jato no término da gestão de Rodrigo Janot talvez prenunciem um "final inglório para a operação moralizadora"; "Os áudios 'domésticos' entregues pela dupla de falastrões da J&F são menos importantes pelo enunciado de intenções demolidoras em relação ao Judiciário do que pelas indicações de que o braço direito de Janot fazia jogo duplo, comprometendo, talvez, a lisura da denúncia contra Temer oferecida pela PGR", diz Singer (Foto: Aquiles Lins)

247 - O cientista político e professor da Universidade de São Paulo (USP) André Singer criticou neste sábado, 9, a condução das delações premiadas da JBS pela procuradoria-geral da República. Segundo ele, as "trapalhadas" da Lava Jato no término da gestão de Rodrigo Janot talvez prenunciem um "final inglório para a operação moralizadora". 

"Os áudios 'domésticos' entregues pela dupla de falastrões da J&F são menos importantes pelo enunciado de intenções demolidoras em relação ao Judiciário do que pelas indicações de que o braço direito de Janot fazia jogo duplo, comprometendo, talvez, a lisura da denúncia contra Temer oferecida pela procurador-geral da República (PGR). É verdade que se trata de episódio tão intrincado que é difícil saber, ao certo, quem procurava enganar quem. Mas, justamente por ser indecifrável, a opinião pública julgará em função da imagem difusa que a mídia projeta a respeito do assunto, a qual, no conjunto, desfavorece a PGR", disse Singer. 

André Singer também criticou o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Na ausência de provas, é impossível saber se é verdadeira, mas a afirmação de Palocci, pela proximidade que teve com o ex-presidente, constitui o pior momento para o lulismo desde o início da Lava Jato. Palocci tentou fornecer o elo entre recursos públicos e supostos favores empresariais, ligação da qual Curitiba precisa desesperadamente, e, ao mesmo tempo, comprometer a imagem do ex-mandatário enquanto condottiere popular, pois o seu acordo sanguíneo deveria ser com o povo, não com os ricos", diz Singer. 

"Não se consegue prever, com tanta antecedência, como o eleitorado vai reagir quando chegar a hora do voto. Mas a desmoralização da Lava Jato e a nódoa lançada sobre o lulismo fazem temer um longo período marcado por desesperança e retrocesso."

Leia na íntegra o artigo de André Singer. 

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