Só a senilidade isentaria Temer das acusações, ironiza Duvivier

"E entendo também que não seja o caso de despejar um senhor que já não diz coisa com coisa. O choque pode matá-lo. Proponho então que a gente faça como no filme 'Adeus, Lênin'. A gente finge que ele continua no poder, pode até dormir no Jaburu e frequentar o Planalto, mas na função que ele nasceu pra desempenhar: a de presidente decorativo", escreve Gregório Duvivier em sua coluna nesta segunda

Gregório Duvivier
Gregório Duvivier (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O colunista Gregório Duvivier ironizou as alegações, feitas por um advogado, que argumenta que Michel Temer pode ter compreendido mal a conversa com Joesley Batista por ser idoso. 

"Um advogado alegou, em defesa de Temer, que, por causa da idade avançada, ele pode não ter entendido direito o que Joesley afirmou, e pode ter concordado só por educação, porque afinal seria chato perguntar "o quê?" pela quinta vez. Ah, mas só de se encontrar com Joesley ele já estaria cometendo um crime. Sua visão talvez esteja comprometida, explicará a defesa, e ele pode ter confundido Joesley com Alípio Martins, compositor de "piranha é um peixe voraz".

Não será difícil para os advogados do presidente ancorar a defesa com provas. Outro dia o presidente disse que o governo economizou "milhões de cruzeiros", moeda que já não existe há 24 anos e disse que os Estados precisam de maridos. A senilidade explica não somente o áudio do Joesley, mas o governo Temer como um todo.

(...)

Só a senilidade isentaria o presidente das mil acusações que pesam sobre ele. E entendo também que não seja o caso de despejar um senhor que já não diz coisa com coisa. O choque pode matá-lo. Proponho então que a gente faça como no filme "Adeus, Lênin". A gente finge que ele continua no poder, pode até dormir no Jaburu e frequentar o Planalto, mas na função que ele nasceu pra desempenhar: a de presidente decorativo."

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