Sobre campanha de TV, pesquisador da FGV afirma: 'menos é mais'

O pesquisador da FGV Marcos Aurélio Ruediger - e também chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas - faz uma avaliação sobre o impacto do tempo de TV na campanha eleitoral que está na iminência de começar; ele diz que "a maioria dos analistas aguarda o impacto político do tempo de mídia tradicional"; ele também pondera sobre a importância da TV: "hoje, segundo pesquisas de diversas fontes, um brasileiro consulta o celular 78 vezes em média por dia, 96% dos internautas acessam a web via celular, 77% dos brasileiros entre 18 e 49 anos usam extensivamente as redes para se informar. Evidente causar impacto."

Sobre campanha de TV, pesquisador da FGV afirma: 'menos é mais'
Sobre campanha de TV, pesquisador da FGV afirma: 'menos é mais'

247 - O pesquisador da FGV Marcos Aurélio Ruediger - e também chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas - faz uma avaliação sobre o impacto do tempo de TV na campanha eleitoral que está na iminência de começar. Ele diz que "a maioria dos analistas aguarda o impacto político do tempo de mídia tradicional". Ele pondera sobre a importância da TV: "hoje, segundo pesquisas de diversas fontes, um brasileiro consulta o celular 78 vezes em média por dia, 96% dos internautas acessam a web via celular, 77% dos brasileiros entre 18 e 49 anos usam extensivamente as redes para se informar. Evidente causar impacto."

O artigo de Ruediger, publicado no jornal Folha de S. Paulo, elenca alguns dados sobre o papel das mídias tradicionais e digitais nestas eleições, mas também sobre confiança: "o Brasil hoje é o terceiro país com maior queda no índice de confiança medido pelo Edelman Trust Barometer. Fica atrás dos Estados Unidos e da Itália, países em que reviravoltas inesperadas nas eleições se deram, nas quais as redes sociais foram vitais. Nos dois casos, segmentos políticos radicalizados e com discursos simples, mas objetivos, somados a lideranças carismáticas, operaram a vocalização de ressentimentos represados. Adicionalmente, pesquisa da FGV DAPP verificou que no Brasil parte dessa desconfiança não é debitável somente às instituições, mas ao descrédito de seus operadores e da conjuntura legada."

O pesquisador também antecipa o que está por vir: "as imagens de Geraldo Alckmin (PSDB), esta semana, filmado com chapéu nordestino, ficaram tão fakes que viraram meme nas redes. Manuela D'Ávila (PC do B) praticamente desapareceu das plataformas, dado o constrangimento da chapa tríplex do PT."

E finaliza, evocando um célebre clichê do mundo editorial: "há vezes em que menos é mais, e a maior exposição na televisão, sem confiabilidade, pode gerar efeito contrário, bem como o mau uso das redes. Confiança é chave, não só o tempo, e repercute muito nas redes."

Marco Aurelio Ruediger

É chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-DAPP)

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