Social Media Week debate o futuro da publicidade

Papel das campanhas publicitrias foi tema de uma das mesas de discusso no primeiro dia do evento, que acontece no Museu da Imagem e do Som, em So Paulo

Social Media Week debate o futuro da publicidade
Social Media Week debate o futuro da publicidade (Foto: Felipe L. Gonçalves/247)

Cassius Oliveira _247 – O principal encontro dos agitadores das redes sociais do Brasil começou nesta segunda-feira, 13. A mesa de abertura teve como foco o futuro da publicidade. A Social Media Week São Paulo, que ocorre no Museu da Imagem e do Som, na capital paulista, reúne publicitários, jornalistas, empreendedores e todos aqueles que estão de olho nas oportunidades da internet. A principal questão é o uso das mídias digitais pelas marcas e empresas com emoção, de forma a ver os públicos digitais não como massas, mas como seres humanos e afetivos.

Na mesa de debates estiveram representantes de grandes agências brasileiras, como Marcelo Tripoli (CEO da Agência Think), João Bell (responsável pela estratégia de comunicação digital da Vivo), Gal Barrandas (CEO da agência F/Biz), Moa Netto (diretor criativo e de integração digital na DM9DDB), Roberto Martini (CEO na Cubo.cc) e Jackson Fullen (sócio da Sixpix Content).

Sobre o futuro das campanhas publicitárias, Moa Netto definiu que o papel da comunicação digital das agências é mexer com o público. Como exemplo, ele se lembrou do comercial do Itaú – de um bebê rindo enquanto o pai rasga um papel –, que enfatizou o valor da sustentabilidade para, dessa forma, vender o produto.

Ao discordar de Netto, Tripoli disse acreditar que o produto a ser vendido é apenas um mero coadjuvante para a comunicação digital no Brasil. Para ele, o principal objetivo das campanhas publicitárias é atingir o maior número de mídias de massas. Para enfatizar essa teoria, o CEO da Agência Think se lembrou de uma campanha da marca Havaianas no fim de 2011 (em que mostra uma inversão de papeis entre um casal) e afirmou que esta é a cara da publicidade no Brasil.

Outro ponto debatido foram as formas de planejamento de publicidade. Enquanto busca conhecer seus mais de 175 milhões de clientes, a Vivo utiliza as agências de publicidade e de mídias digitais como um suporte para analisar quais se encaixariam melhor com o tema da campanha.

A empresa de telecomunicação procura agências novas, que utilizam mídias digitais, ou mesmo as clássicas, que ainda engatinham neste novo mundo de tecnologia. Para João Bell, as agências têm que se reinventar sempre, já que uma ideia que é um sucesso atualmente pode ter envelhecido depois de dois meses. Independente do tamanho das agências, porém, Bell disse estar sempre em busca de novas ideias.

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