Tereza Cruvinel e “a nuvem, o jabuti”

Após destacar que Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad podem virar réus, a jornalista Tereza Cruvinel diz que "réus não são impedidos de disputar eleições mas há um jabuti por aí, rondando a árvore, desde que dois ministros do STF colocaram em dúvida se réu eleito pode assumir a Presidência da República"

Tereza Cruvinel e “a nuvem, o jabuti”
Tereza Cruvinel e “a nuvem, o jabuti” (Foto: Dir.: em cima (ABR) / meio (Stuckert) / embaixo (Reprodução))

247 - "O STF não concluiu ontem o julgamento que ainda pode transformar o candidato Jair Bolsonaro em réu mais uma vez. Já o candidato a vice na chapa de Lula, e seu provável substituto, o ex-prefeito Fernando Haddad, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, que o acusa de enriquecimento ilícito e prática de caixa dois em 2012", destaca a jornalista Tereza Cruvinel, em sua coluna no Jornal do Brasil.

"Réus não são impedidos de disputar eleições mas há um jabuti por aí, rondando a árvore, desde que dois ministros do STF colocaram em dúvida se réu eleito pode assumir a Presidência da República. O PT entendeu que o tiro dado em Haddad foi uma reação ao avanço de sua estratégia eleitoral, às suas chances crescentes de levar o ex-prefeito ao segundo turno através de um esforço de transferência dos votos de Lula, se confirmada a impugnação de sua candidatura", acrescenta.

A jornalista reforça que, se a denúncia for aceita, Haddad "virá réu, e isso não o impedirá de ser candidato". "Mas valerá, tanto para ele como para Bolsonaro, a indagação agora levantada pelos ministros Marco Aurélio e Celso de Mello sobre a possibilidade de um candidato réu, se eleito, tomar posse. Se esta conversa evoluir em sentido positivo, podemos estar diante de um movimento capaz de alterar o curso esperado da disputa", continua.

"Bolsonaro e Haddad, hoje, são os nomes com maior potencial de estarem no segundo turno, se o PT tiver êxito na transferência de votos. Se a posse de um ou outro começa a ser questionada, uma grande nuvem de incerteza vai pairar sobre a eleição. Para removê-la, o STF teria que esclarecer logo isso".

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