Tijolaço: Juízes e coxinhas reclamam, mas Gilmar Mendes é “a sua cara”

"O que se questiona agora em Gilmar, a parcialidade e a discricionariedade é exatamente aquilo o que, de tempos para cá, caracteriza boa parte da magistratura brasileira. Pois Gilmar solta com a mesma naturalidade com que Moro prende. Basta-lhe a “convicção”. Gilmar dá ou nega mandados como Moro, hoje, demonstra considerar denunciados em delações: para uns, vale, para outros, não. Gilmar Mendes não é a doença do Judiciário, é um sintoma dela", escrevem o editor do Tijolaço, Fernando Brito

São Paulo - Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Rovena Rosa/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Quem sempre combateu a prepotência de Gilmar Mendes não pode ficar constrangido por medo de ser confundido com suas abjeções.

E, portanto, não entra de gaiato no navio do movimento que se faz contra suas decisões agora, quando não se as fez no passado.

Que aliás, é o mais recente fiasco dos “coxinhas”, não conseguindo reunir hoje mais do que algumas centenas de fanáticos de extrema-direita

Protestam agora contra Gilmar Mendes assume atitudes ultraliberais – e como de tantas outras vezes, desavergonhadas – surge na imprensa uma onda para pedir seu impeachment, mais que merecido, e não de agora.

O que se questiona agora em Gilmar, a parcialidade e a discricionariedade é exatamente aquilo o que, de tempos para cá, caracteriza boa parte da magistratura brasileira.

Pois Gilmar solta com a mesma naturalidade com que Moro prende. Basta-lhe a “convicção”.

Gilmar dá ou nega mandados como Moro, hoje, demonstra considerar denunciados em delações: para uns, vale, para outros, não.

Gilmar Mendes não é a doença do Judiciário, é um sintoma dela.

Existe porque existem cumplicidades, covardias e, sobretudo, desejos de fazer com que ela seja instrumento do conservadorismo.

É só o que têm feito dela.

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