HOME > Mídia

Tijolaço: o teatro hipócrita de Marina Silva

"Marina sai menor desta crise, mesmo que as pesquisas de intenção de voto não demonstrem ainda isso. É a candidata da negação da política e, ao mesmo tempo, da repetição das piores práticas da política: a matreirice, o cinismo e a dissimulação. Ela, ao contrário, oculta-se na sombra de uma inviável ultrademocracia para, na prática apostar em que seja a única forma política que não se possa chamar de golpista ou legalista", afirma Fernando Brito 

"Marina sai menor desta crise, mesmo que as pesquisas de intenção de voto não demonstrem ainda isso. É a candidata da negação da política e, ao mesmo tempo, da repetição das piores práticas da política: a matreirice, o cinismo e a dissimulação. Ela, ao contrário, oculta-se na sombra de uma inviável ultrademocracia para, na prática apostar em que seja a única forma política que não se possa chamar de golpista ou legalista", afirma Fernando Brito  (Foto: Roberta Namour)

Por Fernando Brito 

Marina Silva divulgou nota hoje, de novo, para dizer que apóia o impeachment, mas quer mesmo a cassação de Temer, também.

Que bonitinho…

O processo de julgamento das contas nem começou. E Nélson Jobim, possível Ministro da Justiça e certamente homem de Temer já avisou: eleição leva cinco meses para preparar.

Portanto, basta durar três meses o processo no TSE e mais o inevitável recurso no STF ( três meses? nem a pau, Juvenal!) que não tem eleição em 2016 assim.

E se não tem, mesmo que cassem Temer, é eleição indireta pela Câmara do Cunha…

É esta a mais perfeita tradução de seu “Nem Dilma, Nem Temer”.

Porque, só haveria eleição direta se Temer renunciasse, o que é evidente não estar nos planos de alguém que acaba de dar o maior dos passos em direção ao seu objetivo de chegar à Presidência sem votos.

Marina sai menor desta crise, mesmo que as pesquisas de intenção de voto não demonstrem ainda isso.

É a candidata da negação da política e, ao mesmo tempo, da repetição das piores práticas da política: a matreirice, o cinismo e a dissimulação.

A turma bem intencionada que lhe deu votos de esperança fez seu papel e foi de peito aberto para a rua lutar pela legalidade.

Ela, ao contrário, oculta-se na sombra de uma inviável ultrademocracia para, na prática apostar em que seja a única forma política que não se possa chamar de golpista ou legalista.

A coruja no muro de Brasília já ilustrou o post anterior.

E acho que o bichinho nem merecia essa comparação.