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Tijolaço: publicação dos vídeos de Funaro tem o dedo de Maia

Ao esbravejar sobre a divulgação dos vídeos da delação premiada do corretor Lucio Funaro, Michel Temer disse que é “criminoso” quem o vazou para a imprensa; acontece que, desta vez, quem divulgou, na íntegra, o acordo, os depoimentos e os vídeos do doleiro Lúcio Funaro tem nome e endereço: Câmara dos Deputados, Praça dos Três Poderes, presidida pelo senhor Rodrigo Maia; "Maia está esfregando as mãos, mesmo que, com cara de anjo, venha dizer que não sabia nem autorizou a publicação no sistema aberto. Temer ainda mais fraco é Maia ainda mais forte", diz Fernando Brito 

Ao esbravejar sobre a divulgação dos vídeos da delação premiada do corretor Lucio Funaro, Michel Temer disse que é “criminoso” quem o vazou para a imprensa; acontece que, desta vez, quem divulgou, na íntegra, o acordo, os depoimentos e os vídeos do doleiro Lúcio Funaro tem nome e endereço: Câmara dos Deputados, Praça dos Três Poderes, presidida pelo senhor Rodrigo Maia; "Maia está esfregando as mãos, mesmo que, com cara de anjo, venha dizer que não sabia nem autorizou a publicação no sistema aberto. Temer ainda mais fraco é Maia ainda mais forte", diz Fernando Brito  (Foto: Aquiles Lins)

Por Fernando Brito, do Tijolaço -  O processo de delação de Dilson Funaro corre em segredo de Justiça.

Michel Temer disse que é “criminoso” quem o vazou para a imprensa.

Só que, desta vez, quem divulgou, na íntegra, o acordo, os depoimentos e os vídeos do doleiro Lúcio Funaro tem nome e endereço.

Câmara dos Deputados, Praça dos Três Poderes, presidida pelo senhor Rodrigo Maia.

Diz o Poder360  – que publica as  centenas de páginas do acordo de delação, sua homologação, os anexos com os depoimentos e toda a coleção de 10 vídeos das declarações que prestou ao Ministério Público – que tudo foi disponibilizado pelo sistema aberto de informática da Câmara dos Deputados.

Será que foi um simples funcionário que tomou a decisão de colocar aberto?

Numa material que vem com um baita carimbo na capa dizendo “segredo de justiça“?

É claro que a publicação – e em vídeo, com farta reprodução na Globo – complica a situação que parecia tranquila para Michel Temer, depois das trapalhadas da JBS.

Funaro é “meio Cunha”, porque operava parte de seus negócios.

Maia está esfregando as mãos, mesmo que, com cara de anjo, venha dizer que não sabia nem autorizou a publicação no sistema aberto.

Temer ainda mais fraco é Maia ainda mais forte.