Tijolaço resgata “as barrigas de 2015” na mídia
Jornalista Fernando Brito destaca o que chama de "obra de arte de Lauro Jardim, que estreou em O Globo com um 'mico' antológico: a denúncia do delator sobre as 'contas do filho do Lula' que não foram mencionas hora alguma pelo sujeito"
Por Fernando Brito, do Tijolaço
Cheio de problemas, acabei quase não postando durente o dia e, para não me demorar mais, me redimo com obra alheia, retirada do engraçadíssimo Barrigas 2015.
A elas, por minha conta, acrescento a obra de arte de Lauro Jardim, que estreou em O Globo com um “mico” antológico: a denúncia do delator sobre as “contas do filho do Lula” que não foram mencionas hora alguma pelo sujeito e que, com todo o “desmerecimento”, vai ilustrando o post, como hors concours.
Barriga, para quem não conhece o jargão jornalístico, é notícia falsa, errada, grosseiramente errada, absurda.
Todo jornalista está sujeito a ela, sobretudo em duas situações: ou quando apura mal, não checa e não pensa por descuido. Ou quando faz tudo isso movido pelo ódio.
No caso da mídia brasileira, porém a segunda hipótese tornou-se patológica.
É isso dá ares trágicos a esta comédia de erros
1. Falando grego com o PT

Em julho de 2015 o jornalista Carlos Sardenberg da Globo/CBN vira piada na internet após atribuir a crise da Grécia ao PT. Segundo o brilhante comentarista, em 2012, Dilma e Lula teriam convencido o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras a adotar o programa anti-austeridade que causou toda a confusão. (não apenas a crise precede o governo de Tsipras, como sua posição já era conhecida muito antes de 2012… é cada uma!)
2. A queda dos que não caíram

Em junho a Revista Época publicou mais uma de suas “bombas” de 2015. E até hoje estamos esperando: Marcelo Odebrecht não delatou. A República não caiu. A história das celas ficou na ficção.
3.Cunha, Cuba e a bunda errada

O ano está quase acabando… Mas não para o experiente Lauro Jardim, que consegue cavar uma nova barriga entre o natal e o ano novo. Será que ainda dá tempo para mais uma?
4. Podemos tirar, se achar melhor

2015 não ficaria completo sem o “Podemos tirar, se achar melhor” da Reuters (reproduzido pelo Globo) que oferecia remover do texto a informação de que o pagamento de propinas havia começado no governo FHC.
5. O Cunha mereeeeeece respeito

Em março de 2015 a Veja fazia matéria de capa exaltando Eduardo Cunha. Apesar dos “pequenos deslizes do passado”, para a Veja, há esperança em Cunha.
6. O jurisconsulto Merval

Merval confunde desejo com realidade e transforma profecia em barrigada: o voto de Fachin acabou sendo reprovado quase que por unanimidade.
7. Reinaldo Azevedo e o amor a Cunha

Em maio de 2015, Azevedo “aplaudia” Cunha.
8. Como é mentira em latim?

Folha inventa manchete: em nenhum momento a #CartaDoTemer fala de “mentir” ou “mentiras”.
9. Era brincadeirinha…

A revista Veja admite que inventou a matéria sobre a festa do sobrinho do Lula. Internautas sugeriram mudar o nome da coluna de “erramos” para “mentimos”.
10. O desinfográfico da Globonews

Na matemática peculiar da GloboNews parece que 4,7% é maior do que 5,7