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Tijolaço: Vitória de Picciani tem raízes no fim do impeachment

'A vitória de Luciano Picciani na disputa com Eduardo Cunha pela liderança do partido na Câmara só ocorreu porque os peemedebistas, em maioria, perceberam que Cunha não é mais uma perspectiva de poder, mas a certeza do desastre. O resultado mostra que está por pouco tempo a ruína do poder de Eduardo Cunha na Câmara, porque a derrota política facilita a solução judicial', diz Fernando Brito 

'A vitória de Luciano Picciani na disputa com Eduardo Cunha pela liderança do partido na Câmara só ocorreu porque os peemedebistas, em maioria, perceberam que Cunha não é mais uma perspectiva de poder, mas a certeza do desastre. O resultado mostra que está por pouco tempo a ruína do poder de Eduardo Cunha na Câmara, porque a derrota política facilita a solução judicial', diz Fernando Brito  (Foto: Roberta Namour)
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Por Fernando Brito 

O PMDB, todo mundo sabe, está onde está o poder.

A vitória de Luciano Picciani na disputa com Eduardo Cunha pela liderança do partido na Câmara só ocorreu porque os peemedebistas, em maioria, perceberam que Cunha não é mais uma perspectiva de poder, mas a certeza do desastre.

Alguns jornalistas que torcem o nariz para Cunha apenas quando isso não pode beneficiar Dilma tentam dizer que a vitória é artificial.

Bobagem, e o resultado mostra que está por pouco tempo a ruína do poder de Eduardo Cunha na Câmara, porque a derrota política facilita a solução judicial.

Até o apoio do PSDB, DEM e PPS, que poderia dar-lhe uma sobrevida, é agora impossível.

Cabe ao governo, agora, explorar a vitória e ocupar territórios.

Mas parece que o Governo parece que não aprende e traz para o primeiro plano, para agradar o mercado, a reforma da Previdência.

Embora seja necessária e muitas das propostas tenham lógica, não produz efeitos imediatos nas contas públicas que nos pressionam e só servem, no momento, para criar resistência às medidas que podem, concretamente, elevar a arrecadação.

O problema do país é exatamente o inverso: o de recuperar a confiança, não o de insistir na desconfiança.