Tomara que cobrem pelo conteúdo

Diretores de grandes jornais se reúnem para discutir como cobrar pela informação na era da web; se fizerem isso, darão ainda mais força à internet

Tomara que cobrem pelo conteúdo
Tomara que cobrem pelo conteúdo (Foto: Divulgação)

247 – A televisão é gratuita, o rádio também, a internet idem, mas os jornais querem que seu conteúdo seja pago. Em praticamente todas as mídias, a oferta de conteúdo é sustentada pelo faturamento publicitário. Para os diretores de jornais impressos, no entanto, só haverá jornalismo de qualidade se o público estiver disposto a pagar por ele através de assinaturas digitais. O que não é necessariamente verdade. Se quisessem reduzir custos e eliminar gastos desnecessários, bastaria eliminar o papel e a distribuição, que são as maiores despesas das empresas de comunicação.

A busca por um modelo de cobrança de conteúdo, chamado de “paywall” e traduzido no Brasil como “muro de cobrança poroso”, foi o principal tema do 9º Congresso de Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais, ontem em São Paulo. Ele já foi aplicado pelo The New York Times nos Estados Unidos e, no Brasil, pela Folha de S. Paulo e pela Zero Hora, de Porto Alegre. Permite que os leitores tenham acesso a uma quantidade limitada de conteúdo, antes de começarem a pagar pelo restante.

No evento, o principal palestrante foi Michael Greesnpon, do New York Times, que defendeu o “sucesso” do modelo, dizendo que o mesmo pode ser replicado por qualquer publicação que tenha conteúdo de qualidade.

No 247, a aposta vai na direção contrária. Enquanto os veículos discutem como cobrar pelo conteúdo, nós buscamos caminhos para oferecer mais conteúdo gratuito. E um dos caminhos para isso é não desperdiçar recursos com papel ou distribuição, numa sociedade cada vez mais conectada. Torcemos, inclusive, para que os jornais tradicionais fechem cada vez mais seu conteúdo, porque isso dará ainda mais força à internet.

 

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