Veja prepara ataque ao porteiro de Bolsonaro

Depois de Sérgio Moro ameaçar a Lei de Segurança Nacional contra o porteiro do condomínio Vivendas da Barra, Veja revela a sua identidade e coloca em risco a sua vida – uma vez que ele prestou depoimento implicando a família de Jair Bolsonaro no brutal assassinado de Marielle Franco

247 - Depois de esconder o nome do porteiro que tinha citado Jair Bolsonaro no caso Marielle Franco (PSOL), a Revista Veja agora revela a identidade dele, colocando em risco a sua vida: trata-se de Alberto Jorge Ferreira Mateus, que mora na Gardênia Azul, bairro em área dominada por milícias na Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Eu não estou podendo falar nada. Não posso falar nada”, disse ela à revista.

Um cunhado relata a postura do porteiro. “Não sei se alguém importante mandou ele não falar. Quando alguma pessoa chega perto e toca no assunto, ele foge”.

A exposição do porteiro por Veja se soma à iniciativa da Polícia Federal, subordinada ao ministro Sérgio Moro (Justiça), de instaurar inquérito para investigar eventuais crimes por parte do porteiro. A PF atendeu a um pedido do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. O ofício foi remetido ao MPF-RJ pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

De acordo com reportagem do Jornal Nacional, porteiro do condomínio Vivendas da Barra (RJ) contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, um dos suspeitos do crime - Élcio de Queiroz - entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.

O porteiro que anotou no livro o número 58 não é o mesmo que fala com o PM reformado Ronnie Lessa (dono da casa 65) no áudio divulgado pelo vereador Carlos Bolsonaro, do PSC-RJ (veja aqui).

O Ministério Público (MP-RJ) informou que aguarda uma posição do Spremo Tribunal Federal para decidir como procederá em relação a perícias. 

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