Wilson Ferreira: série O Mecanismo propaga o ódio e ressentimento

O professor Wilson Ferreira identifica os aspectos subliminares do seriado; “A obra é uma grande propagadora de ódio e ressentimento, essa guerra hibrida, todo o mecanismo simbólico que fizeram as pessoas saírem às ruas com camisas verde-amarelas é reflexo da combinação de meritocracia com mágoa”, observa; Assista a íntegra

O professor Wilson Ferreira identifica os aspectos subliminares do seriado; “A obra é uma grande propagadora de ódio e ressentimento, essa guerra hibrida, todo o mecanismo simbólico que fizeram as pessoas saírem às ruas com camisas verde-amarelas é reflexo da combinação de meritocracia com mágoa”, observa; Assista a íntegra
O professor Wilson Ferreira identifica os aspectos subliminares do seriado; “A obra é uma grande propagadora de ódio e ressentimento, essa guerra hibrida, todo o mecanismo simbólico que fizeram as pessoas saírem às ruas com camisas verde-amarelas é reflexo da combinação de meritocracia com mágoa”, observa; Assista a íntegra (Foto: Lais Gouveia)

TV 247 - O professor da Universidade Anhembi Morumbi e editor do Cinegnose, Wilson Ferreira, concedeu entrevista ao Brasil 247 nesta segunda-feira (2) e analisou o seriado produzido pela Netflix, “O Mecanismo”, classificado como “baseado em fatos reais” mas amplamente criticado por manipular fatos recentes da história do Brasil.

O professor critica o maniqueísmo e a estrutura frágil da série, “uma contraposição do bem contra o mal, os personagens são estereotipados, mocinhos sofredores e servidores públicos, buracos no roteiro, a sensação é de que José Padilha, diretor da obra, correu com a produção para lançá-la em sincronia com a prisão de Lula, o que não ocorreu”, explica.

Ódio e ressentimento

Wilson identifica os aspectos subliminares do seriado, “a obra é uma grande propagadora de ódio e ressentimento, a guerra hibrida, todo o mecanismo simbólico que fizeram as pessoas saírem às ruas com camisas verde-amarelas é reflexo dessa combinação de meritocracia com mágoa”, observa.

Ele classifica a obra como uma bomba semiótica, “a série potencializa a situação atual do país, numa conjunção mágica, observamos a ascensão do neoliberalismo, o fundamentalismo religioso em alta, a valorização da meritocracia e o ressentimento do povo”, conclui Wilson. 

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