Wilson Ferreira: vitória de Gleici foi tentativa da Globo de conter danos

Para o professor de Comunicação, do blog Cinegnose, "dentro do quadro atual no qual a Globo tenta lavar as mãos da lama psíquica que teve que remexer até o impeachment de 2016 (deu visibilidade aos discursos de ódio e intolerância para criar a atmosfera de crise política para desfechar o golpe), a vitória de Gleici foi até previsível"; em sua avaliação, "a grande mídia tenta minimizar os danos após a prisão de Lula"

Para o professor de Comunicação, do blog Cinegnose, "dentro do quadro atual no qual a Globo tenta lavar as mãos da lama psíquica que teve que remexer até o impeachment de 2016 (deu visibilidade aos discursos de ódio e intolerância para criar a atmosfera de crise política para desfechar o golpe), a vitória de Gleici foi até previsível"; em sua avaliação, "a grande mídia tenta minimizar os danos após a prisão de Lula"
Para o professor de Comunicação, do blog Cinegnose, "dentro do quadro atual no qual a Globo tenta lavar as mãos da lama psíquica que teve que remexer até o impeachment de 2016 (deu visibilidade aos discursos de ódio e intolerância para criar a atmosfera de crise política para desfechar o golpe), a vitória de Gleici foi até previsível"; em sua avaliação, "a grande mídia tenta minimizar os danos após a prisão de Lula" (Foto: Gisele Federicce)

Por Wilson Ferreira, no Cinegnose - Se na segunda-feira da semana passada a esquerda ganhou pontos na guerra semiótica com a ocupação do triplex do Guarujá (uma ação rápida que pegou de surpresa a grande mídia que sentiu o golpe através da guinada gramatical feita às pressas fez em sua narrativa – clique aqui), já na quinta à noite a poderosa Globo deu a resposta: a vitória da acreana "feminista e militante política" Gleici Damasceno no BBB 18.

E de quebra, o vice para um refugiado da guerra síria, morador da cidade de Curitiba (irônico e sincrônico!)...

Dentro do quadro atual no qual a Globo tenta lavar as mãos da lama psíquica que teve que remexer até o impeachment de 2016 (deu visibilidade aos discursos de ódio e intolerância para criar a atmosfera de crise política para desfechar o golpe), a vitória de Gleici, foi até previsível por dois simples motivos:

(a) Controle de danos: após a conquista do grande troféu cobiçado desde a crise do mensalão (a prisão de Lula), agora a mídia corporativa às pressas procura reverter sua explícita parcialidade com a narrativa da isenção e de que "a lei é para todos" – Aécio foi largado na estrada (capa da Veja em um tenebroso fundo negro). Principalmente a Globo (entre 2013-16 mandou às favas até os interesses comerciais no bombardeio semiótico contra a opinião pública) deu uma guinada na pauta do jornalismo e entretenimento: como um rolo compressor, o "politicamente correto" de repente invadiu o conteúdo dos programas – igualdade racial e de gênero, cidadania, tolerância, etc.

Depois de açodada pela emissora a sair da toca para ir às ruas, a direita sentiu-se traída e passou a acusar a emissora de "petista"...

Ocupação do triplex e Gleici no BBB18: ação e reação

A grande mídia tenta minimizar os danos após a prisão de Lula. Danos representados principalmente pelos protestos diante várias afiliadas da TV Globo pelo Brasil.

(b) Guerra Semiótica: era necessária uma reposta simbolicamente à altura da bem-sucedida invasão do triplex: colocar uma militante do PT acreana (que exibe fotos no seu perfil nas redes sociais posando ao lado de Lula e Dilma), mulher, negra, vivendo um conto de cinderela no moedor de carne que é o reality show da Globo.

Leia aqui a íntegra.

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