40 mil civis morreram na retomada de Mosul do EI

Mais de 40 mil civis morreram durante a operação para libertar a cidade iraquiana de Mossul dos militantes do Daesh, escreve o jornal Independent citando os serviços da inteligência curdos; moradores da cidade se tornaram vítimas dos militantes, das tropas do Iraque e dos ataques aéreos

Tropas do Iraque em Mosul, terrorismo, Estado islâmico
Tropas do Iraque em Mosul, terrorismo, Estado islâmico (Foto: Paulo Emílio)

Sputnik - Mais de 40 mil civis morreram durante a operação para libertar a cidade iraquiana de Mossul dos militantes do Daesh, escreve o jornal Independent citando os serviços da inteligência curdos.

Os moradores da cidade se tornaram vítimas dos militantes, das tropas do Iraque e dos ataques aéreos. O político curdo e ex-chefe do MRE do Iraque, Hoshyar Zebari, comunicou que muitos dos que morreram "até agora permanecem debaixo dos destroços".

A operação para libertar a cidade de Mossul começou em outubro do ano passado. Da operação participaram as forças especiais do exército, a polícia federal, as forças de reação rápida e o exército do Iraque. Do ar eles foram apoiados pela aviação da coalizão internacional liderada pelos EUA.

O premiê do Iraque, Haider al-Abadi, declarou oficialmente na semana passada a vitória sobre o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e muitos outros países) em Mossul, que esteve sob controlo de militantes durante três anos. O general americano Stephen Townsend, que comanda a operação, mais tarde declarou que será preciso mais algumas semanas para limpar a cidade completamente de militantes.

A ONU declarou que para manter os ex-moradores fora da cidade será preciso gastar por volta de 450 milhões de dólares (R$ 1,4 bilhões). Para restaurar a infraestrutura básica da cidade será necessário mais 1 bilhão de dólares (R$ 3,15 bilhões).

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