A Airbus se safou ?

Empresa teria enviado um fax esta manh a todas as companhias areas do planeta para anunciar a comprovao de sua inocncia na catstrofe do AF 447

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Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris – As informações começam a escapar do Escritório de Investigações e Análises (BEA). Segundo o jornal Le Figaro, os primeiros elementos analisados sobre as caixas-pretas parecem tirar a Airbus da mira da causa da tragédia que tirou a vida de 228 pessoas no 1° de junho de 2009. Nesta manhã, a Airbus teria enviado um fax urgente a todas companhias aéreas que são suas clientes no mundo com a citação de Yannick Malinge, o chefe da segurança : «as análises preliminares do Data Flight Recorder (gravador de parâmetros do voo) indicam que a Airbus não tem nenhuma recomendação imediata a fazer a seus operadores». Em contrapartida, a investigação se orienta no sentido de um erro da tripulação, para complicar a situação da Air France.

Atualmente mil A330 – o mesmo modelo do acidente - estão em operação. Eles realizam 14,5 mil voos por semana. Se a Airbus de fato for inocentada, seria uma reviravolta na situação. Logo após a catástrofe, o grupo foi imediatamente apontado como o responsável. Inclusive, como precaução, a empresa foi obrigada a trocar todos os famosos sensores de velocidade Pitot de suas aeronaves, acusados de provocar a queda. A Airbus foi igualmente processada por homicídio involuntário.

A Air France ainda não se manifestou sobre o assunto e diz esperar elementos fundados e confiáveis do BEA. Informações da caixa-preta responsável pela gravação das conversas no cockpit irão apontar as atitudes tomadas pela tripulação instantes antes da queda. O presidente da Associação de Vítimas Brasileiras do voo AF447, Nelson Faria Marinho, ficou indignado com a informação. « É um tremendo absurdo, fico até impressionado com um jornal de respeito que é o Le Figaro publicar isso. Se preciso for, vou a um tribunal internacional. Não vamos nos conformar, sabemos que não é o piloto, claro que não é o piloto », afirmou Nelson, que perdeu um filho no acidente. Os familiares brasileiros sempre foram contra a leitura das caixas-pretas na França, dizendo que o dono da empresa não poderia investigar a si mesmo. O governo francês é um dos acionistas da Air France e da Airbus.

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