"A nação palestina será vitoriosa", diz presidente do Irã
Raisi alertou Israel sobre a crescente resistência regional
247 - O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, manifestou neste domingo (8) solidariedade à causa palestina, reafirmando o compromisso do Irã com o direito de defesa da nação palestina. Em uma declaração contundente, Raisi disse: “Sem dúvida, o regime sionista e seus patrocinadores são responsáveis pelos riscos à segurança das nações da região e devem ser responsabilizados.”
O líder iraniano alertou Israel sobre a crescente resistência regional, mencionando: “A beligerância é prejudicial aos sionistas. A nação palestina sairá vitoriosa neste campo de batalha.” Adicionalmente, Raisi fez um apelo global, exortando o mundo a reconhecer os persistentes sofrimentos dos palestinos. Segundo ele, a "acumulação de crueldade e injustiça contra a nação palestina, o contínuo assédio às mulheres e prisioneiros palestinos, e a constante profanação da Mesquita de Al-Aqsa não continuarão para sempre e enfrentarão a resistência das nações."
As declarações do presidente iraniano vieram após uma conversa telefônica com o líder do movimento Jihad Islâmica Palestina, Ziyad al-Nakhalah. Durante a conversa, os dois líderes discutiram a recente escalada de tensões e os desenvolvimentos internos na Palestina.
A região tem sido palco de crescente violência. No sábado, Israel sofreu um ataque massivo liderado pelo Hamas de foguetes vindos da Faixa de Gaza. Relatórios do exército israelense indicam que o Hamas lançou mais de 3.000 foguetes, com infiltrados do grupo também penetrando nas áreas de fronteira no sul de Israel. Em resposta, o exército israelense iniciou operações para retomar territórios e lançar ofensivas contra as posições do Hamas em Gaza. Esta escalada culminou na decisão do governo israelense de oficializar um estado de guerra no país.
Os impactos humanitários da recente escalada são preocupantes. Mídias israelenses reportaram mais de 700 mortes em consequência dos ataques aéreos do Hamas, enquanto outros 2.200 feridos foram registrados. Do outro lado, o Ministério da Saúde palestino relata 413 mortos e 2.300 feridos devido a ataques aéreos israelenses em Gaza.
O Hamas, embora não seja reconhecido como uma organização terrorista pelo Brasil, é classificado desta maneira por países como Israel, EUA, Canadá, Japão, Reino Unido e todos os membros da UE.
O Hamas conta com o apoio principalmente de nações como Irã e Catar. Este último destaca-se como um dos maiores financiadores. O Irã também surge como um importante sustentáculo do Hamas. Uma parcela do apoio financeiro iraniano era redirecionada através do Hezbollah, grupo militante sediado no Líbano. (Com informações da agência Tasnim).
