A Rainha Virgem era um travesti

Haveriam provas de que a Rainha Virgem era mesmo um travesti impostor? Teoria chocante sobre Elizabeth I foi descoberta em manuscritos históricos

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Haveriam provas de que a Rainha Virgem era mesmo um travesti impostor?
Teoria chocante sobre Elizabeth I foi descoberta em manuscritos históricos.

Os ossos de Elizabeth I, a boa rainha Bess, encontram-se misturados com os de sua irmã, Bloody Mary, em um único túmulo na Abadia de Westminster. Mas eles são realmente os restos reais, ou evidências da maior conspiração da história inglesa? Se isso não é o esqueleto de Elizabeth Tudor, os últimos quatro séculos da história britânica têm sido baseados em uma mentira. De acordo com novo livro controverso, a mentira começou em uma manhã de outono há 470 anos atrás.

O rei Henrique VIII estava viajando de Londres em grande desconforto, - aos 52 anos, o monarca estava muito acima do peso, aleijado e com feridas purulentas - para visitar sua filha Elizabeth. A jovem princesa tinha sido enviado da capital para evitar um surto de peste no verão. Mas ela caiu doente com febre e, após semanas de sangramento, sanguessugas e vômitos, seu corpo estava fraco demais para continuar lutando. Na noite antes da chegada do rei, a sua filha favorita, a única filha de seu casamento com Ana Bolena, estava gravemente doente. Pela manhã, Elizabeth estava morta. A governanta de Elizabeth, Lady Kat Ashley e seu tutor, Thomas Parry, tinham boas razões para temer dar ao rei esta terrível notícia. Pois ela iria custar-lhes a vida. Quatro dos filhos de Henry tinham morrido na infância e, dos sobreviventes, um - Edward - era um menino doente e o outro uma mulher.

Aos dez anos de idade, Elizabeth Tudor era a criança mais valiosa da Inglaterra. Ela certamente poderia se casar com um príncipe francês ou espanhol, para selar uma aliança internacional e seus próprios filhos garantiriam a dinastia Tudor, que Henry tão desesperadamente desejava. Mas agora que ela estava morta e, quando o rei descobrisse, Parry e Lady Ashley certamente seriam executados. A pena não seria a decapitação, mas a morte pela tortura mais cruel que se possa imaginar. Eles seriam amarrados e arrastados pela lama por uma milha até o cadafalso. Lá, seriam enforcados, cortados e estripados. Suas entranhas seriam arrancadas de seus corpos e postas à frente de seus olhos, para que pudessem ver como eles morreram. Os seus membros seriam decepados e expostos em pontos altos, para serem devorados pelas aves.

Sua única chance de esconder a verdade seria enganar o rei. O primeiro pensamento de Kat Ashley foi encontrar uma menina da vila e vesti-la com o manto da princesa. Em Bisley, uma pequena aldeia, no entanto, não havia nenhuma criança do sexo feminino de idade de Elizabeth. Mas havia um menino, de uma família local chamado Neville. Ele era um jovem angular desajeitado e um ano mais novo do que Elizabeth, que tinha sido o companheiro da princesa nas últimas semanas. E, sem tempo para ir mais longe, Parry e Lady Ashley tomaram uma medida desesperada e forçaram o menino a vestir as roupas de sua amiga morta. Notavelmente, o engano funcionou. Henry via sua filha raramente e nunca a ouvia dizer nada.

A princesa era conhecida como uma criança gentil, estudiosa e tímida - não era uma menina de falar na frente do rei, que tinha decapitado sua mãe. Assim, quando "ela" chegou na mansão de Bisley, na penumbra da sala, com vigas de carvalho, iluminada por janelas gradeadas, não foi surpreendente que o rei não conseguisse perceber que estava sendo enganado. Ele não tinha nenhuma razão para suspeitar que sua filha estava doente e ele mesmo estava cansado e com dores. Mas depois que ele partiu no final da tarde, a farsa ficou séria. Parry e Lady Ashley perceberam que se admitissem o que tinham feito, a fúria do rei seria ilimitada. Eles poderiam sair do país em segurança, mas seus familiares certamente seriam mortos.

Por outro lado, poucas pessoas tinham conhecido a princesa bem o suficiente para ter certeza de reconhecê-la, especialmente depois de um intervalo de vários meses. O menino já havia enganado o rei, o que era mais importante. Entretanto, não havia uma maneira fácil de encontrar um sósia do sexo feminino, para instruir o substituto. Como haviam enterrado a verdadeira Elizabeth Tudor em um caixão de pedra, eles decidiram que a melhor esperança de proteger a si e suas famílias, era ensinar a esse menino de Bisley como ser uma princesa.

Existe uma imagem de Elizabeth como uma criança, atribuída ao pintor William Scrots. Ela tinha ombros delgados, um pescoço delicado e um rosto em forma de coração com sobrancelhas e cabelos ruivos. No próximo retrato conhecido, logo depois que ela foi coroada rainha, seus amplos ombros e pescoço são disfarçados com peles pesadas. Ela está usando uma peruca e com as sobrancelhas arrancadas. A sua mandíbula é pesada e quadrada. Todas as imagens posteriores da rainha foram pintadas com um ideal, mostrar Elizabeth como ela desejava ser vista, não como ela era. Mesmo o retrato oficial encomendado após sua morte pelo conselheiro-chefe, Sir Robert Cecil, ficou conhecido como "The Mask Of Youth" - o rosto idealizado da monarca que nunca envelheceu.

Muitos membros da corte Tudor suspeitavam que Elizabeth tinha um segredo profundo. Um dos espiões de Sir Robert Tyrwhitt, escreveu para ele: "Estou certo de que Lady Ashley e Thomas Parry têm um segredo e que há um pacto entre eles que levarão para o túmulo. Se for esse o caso, as únicas pessoas que poderiam forçá-los a revelar este segredo é você e o Rei ". Quando Elizabeth voltou para Londres a partir de Bisley, mais de um ano depois que ela saiu de lá, esta teria sido a traição à qual os céticos se referiam ao sugerir que "ela" não era a filha do rei.

Publicamente, a determinação da rainha de controlar sua imagem era de ferro. Ela usava grossa maquiagem e perucas pesadas em todas as ocasiões: ninguém estava autorizado a vê-la sem elas. E ela controlou sua sucessão com a mesma crueldade. Em seu leito de morte, ordenou que a coroa deveria ir para o filho de seu primo - James VI da Escócia, cuja mãe era Mary Queen of Scots. Mas esse próprio comando foi redigido de forma enigmatica: "Eu não terei um malandro que vai me suceder e, quem irá me suceder, senão um rei?"

Essas palavras seriam uma dica, em que a figura do trono havia sido de um 'malandro' desempenhando esse papel? O autor, Steve Berry, acredita que há apenas uma maneira de descobrir a verdade. Depois que Elizabeth morreu em 1603, não houve autópsia. Em vez de um magnífico funeral de Estado para a monarca da nação, os ossos da rainha foram enterrados com as de sua irmã na Abadia de Westminster.

Berry aponta para uma recente análise de DNA, comprovando que o que foi descoberto sob o parque de um estacionamento em Leicester, eram os ossos de Richard III, que governou um século antes de Elizabeth I. Com os métodos atuais da tecnologia, seria possível determinar se os ossos no túmulo da Abadia de Westminster eram todos do sexo feminino, ou se um esqueleto masculino foi enterrado lá. "O túmulo de Elizabeth nunca foi violado", diz Berry. "Agora é hora de abri-lo e ver o que está lá dentro."

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