Afegãos querem julgamento popular para soldado americano

Soldado dos EUA atirou ontem em moradores da cidade de Candahar e deixou 16 mortos, sendo nove crianas; para o parlamento, preciso investigar se h outros envolvidos

Afegãos querem julgamento popular para soldado americano
Afegãos querem julgamento popular para soldado americano (Foto: PARWIZ/REUTERS)

Agência Brasil - O Parlamento do Afeganistão pediu hoje (12) um julgamento público para o soldado norte-americano que matou 16 civis, inclusive nove crianças, na cidade de Candahar. Os assassinatos ocorreram ontem (11) quando o soldado atirou em moradores de dois bairros. A identidade do militar é mantida sob sigilo. As autoridades dos Estados Unidos informaram que o soldado teve um surto.

Para o Parlamento do Afeganistão, é preciso investigar se há outros envolvidos no caso. “Pedimos com firmeza e esperamos que o governo norte-americano puna os culpados e os julgue em um processo público perante o povo afegão”, diz um comunicado do Parlamento. Os deputados classificaram o crime como “brutal e desumano”. “A população perde a paciência perante a ignorância das forças estrangeiras”, diz o texto.

O massacre ocorreu depois que soldados norte-americanos em Bagram, também no Afeganistão, queimaram exemplares do Corão – o livro sagrado do Islã. O ato desencadeou uma onda de manifestações antiamericanas no país.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, chamou o massacre de “ação imperdoável” e pediu explicações ao governo dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou para Karzai e pediu desculpas, prometendo investigar e julgar os responsáveis pelos crimes.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, desembarcou hoje em Mazar I Sharif (no Norte do Afeganistão). Merkel disse “não pode garantir” que as tropas alemãs sairão do Afeganistão em 2014, como foi planejado. “Ainda não chegou o momento de a Alemanha dizer que pode sair hoje do Afeganistão”, disse ela. Esta é a quarta visita de Angela Merkel ao Afeganistão, desde que tomou posse, em 2005.

Em conversa, por telefone com Karzai, a chanceler alemã condenou o massacre. Ela parabenizou o presidente afegão pelos progressos no reforço das forças de segurança do país. Karzai agradeceu a presença alemã no país e o envolvimento da Alemanha no processo de paz afegão.

Depois dos Estados Unidos e do Reino Unido, o contingente alemão é o terceiro maior no grupo de 130 mil militares das forças de segurança internacionais no Afeganistão. Em fevereiro deste ano, a Alemanha tinha no país um total de 4.9 mil soldados.

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