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Aiatolá Alireza Arafi assume conselho após morte de Khamenei

Nomeação ocorre após confirmação oficial da morte do líder supremo em ataques de EUA e Israel e abertura de período de luto nacional no Irã

Aiatolá Alireza Arafi assume conselho após morte de Khamenei (Foto: Reuters )

247 - A agência de notícias ISNA informou neste domingo que Alireza Arafi foi nomeado membro jurista do Conselho de Liderança do Irã, órgão responsável por exercer as funções do líder supremo até que a Assembleia de Peritos escolha um novo titular para o cargo. A decisão ocorre após a confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo comunicados oficiais divulgados pela mídia estatal iraniana.

Clérigo integrante do Conselho dos Guardiães, Arafi passa a compor o Conselho de Liderança temporário ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do presidente do Supremo Tribunal, Gholamhossein Mohseni Ejei. O colegiado assume interinamente as atribuições do posto máximo da República Islâmica até a definição do sucessor.

A mídia estatal confirmou que Khamenei, de 86 anos, morreu durante ataques conjuntos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. Diversas agências, entre elas Tasnim, Mehr e Press TV, noticiaram no início do domingo que o líder havia sido “martirizado”.

O comunicado oficial afirmou: “O Líder Supremo da Revolução Islâmica, Aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado em um ataque conjunto dos Estados Unidos criminosos e do regime sionista”. A nota acrescentou: “No momento do martírio, ele estava cumprindo suas funções e presente em seu local de trabalho quando ocorreu esse ataque covarde”, rejeitando alegações do “regime sionista” de que o líder estaria escondido em local seguro.

Em nota posterior, o gabinete de Pezeshkian declarou: “Este grande crime jamais ficará impune e marcará um novo capítulo na história do mundo islâmico e xiita”. O texto anunciou ainda 40 dias de luto nacional e completou: “Com toda a força e determinação… faremos com que os perpetradores e comandantes deste grande crime se arrependam de seus atos.”

A confirmação oficial ocorreu horas após declarações públicas de autoridades estrangeiras. No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na rede Truth Social que “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da História, está morto”. A manifestação veio depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar que “há muitos sinais” de que o líder supremo “não está mais entre nós”.

Netanyahu também declarou que o complexo de Khamenei foi atingido em um “poderoso ataque surpresa” e prometeu que “milhares de alvos” na liderança iraniana seriam mortos nos próximos dias, além de convocar a população iraniana a ir às ruas para derrubar o governo.

Washington e Jerusalém Ocidental classificaram a ofensiva como uma operação “preventiva”, direcionada à liderança iraniana e a instalações militares e nucleares. Segundo Trump, o objetivo seria destruir a indústria de mísseis e a marinha do Irã, além de forçar uma mudança de regime em Teerã. Em resposta, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra território israelense e bases militares americanas no Oriente Médio.

A Rússia reagiu à escalada. O Ministério das Relações Exteriores, em Moscou, descreveu a operação como um “ato de agressão premeditado e não provocado”, sustentando que a ação buscaria derrubar um governo “que consideram indesejável por se recusar a ceder aos ditames da força e da pressão hegemônica”.

Com a morte confirmada de Khamenei e a instalação do Conselho de Liderança interino, o Irã inicia um período de transição institucional em meio à intensificação do conflito regional e à expectativa pela escolha do novo líder supremo pela Assembleia de Peritos