Al Qaeda jura vingança por Bin Laden; EUA matam 17

Casa Branca coloca EUA em regime de vigilncia extrema; exrcito americano mata no Paquisto suspeitos de serem Al Qaeda; simpatizantes de Bin Laden saem s ruas; organizao jura perseguir os americanos; tenso cresce

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247_ "Afirmamos que o sangue do chefe dos mujahidins (como são chamados os considerados ‘guerreiros santos’) Osama bin Laden é mais valioso e mais precioso para nós e para qualquer muçulmano, por isso não vamos permitir que seja derramado em vão", diz a Al Qaeda, em comunicado distribuído para diferentes sites.

Esta e outras ameaças foram suficientes para levar o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a afirmar aos jornalistas que os Estados Unidos entraram em regime de "extrema vigilância" para evitarem novos ataques.

Horas antes da entrevista de Carney, os Estados Unidos anunciaram terem matado, no Paquistão, 17 pessoas suspeitas de algum tipo de ligação com a Al Qaeda e Bin Laden. Na quinta 5, o governo do Paquistão reuniu os principais líderes do exército para afirmar que não irá aceita novas missõs americanas dentro de seu território.

Nos comunicados que distribuiu, a Al Qaeda afirmou que "uma maldição vai perseguir os americanos e seus seguidores dentro e fora de seus países". "Logo, com a cooperação de Deus, suas alegrias vão se converter em tristezas e seu sangue vai se misturar a suas lágrimas".

A Al Qaeda jurou vingança ao Ocidente ao reconhecer nesta sexta-feira 6 a morte de Osama Bin Laden, em mensagens enviadas a diferentes sites jihadistas. Nos recados transmitidos para os sites islâmicos, os líderes da organização anunciaram ter em mãos uma mensagens gravada por Bin Laden pouco antes de sua morte. Prometeram divulgá-la em breve. No chamamento da Al Qaeda, os paquistaneses foram convocados a se levantarem contra o governo do país em represália à morte de Bin Laden.

Em diferentes cidades árabes, como Cairo, no Egito, Istambul, na Turquia, e Islamabad, no Paquistão, centenas de simpatizantes da Al Qaeda saíram às ruas para venerar o líder morto. Houve uma passeata pró-Bin Laden até mesmo em Kiev, na Ucrânia. Bandeiras dos Estados Unidos, de Israel e da Inglaterra foram queimadas.

O reconhecimento da morte de Bin Laden pela Al-Qaeda já está sendo interpretado pelos analistas como um ponto a favor da decisão do presidente Barack Obama de não divulgar as fotos do terrorista tiradas após sua morte. Elas não se fizeram necessárias para impor à organização terrorista a admissão da perda do líder.

Com base na análise dos conteúdos de computadores, pen drives e cadernos recolhidos da casa que serviu de esconderijo para Bin Laden, no Paquistão, o governo americano divulgou a informação de que a Al-Qaeda planejava praticar mais um ato terrorista nos Estados Unidos, para marcar a passagem de dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001. A ideia seria a de descarrilar trens de passageiros.

 

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