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Alemanha pressiona Grécia por reformas

Políticos alemães mantiveram a pressão neste fim de semana para que a Grécia implemente as reformas, com o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, alertando que um terceiro pacote de ajuda não estaria nos planos se os gregos não realizarem mudanças; Grécia está rapidamente ficando sem recursos, e as negociações com os seus credores se encontram num impasse por conta das reformas, entre elas cortes nas aposentadorias e liberalização do mercado de trabalho; desde 2010, Atenas depende do dinheiro do socorro de 240 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar as suas contas e o país não recebe ajuda financeira desde agosto do ano passado

Bundespressekonferenz: Gemeinsame Klimaschutzinitiative von BMU und vzbv fuer Verbraucher. Mit Sigmar Gabriel, BMU, und Gerd Billen, vzbv. Berlin , 30.03.2009 , Copyright: Thomas Koehler/ photothek.net [Tel. +492195932470, www. photothek .net. Jegliche (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - Políticos alemães mantiveram a pressão neste fim de semana para que a Grécia implemente as reformas, com o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, alertando Atenas, durante uma entrevista, que um terceiro pacote de ajuda não estaria nos planos se os gregos não realizarem mudanças.

A Grécia está rapidamente ficando sem recursos, e as negociações com os seus credores se encontram num impasse por conta das demandas para que os gregos façam as reformas, entre elas cortes nas aposentadorias e liberalização do mercado de trabalho.

O ministro as Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, sugeriu na segunda-feira que a Grécia poderia precisar de um referendo para aprovar reformas econômicas difíceis, e Gabriel disse que tal votação poderia acelerar as decisões.

Atenas afirma não ter planos para um referendo no momento.

Gabriel, líder dos sociais-democratas, membros da coalizão da chanceler Angela Merkel, enfatizou que o governo grego precisa tomar uma atitude.

"Um terceiro pacote de ajuda para Atenas é possível somente se as reformas forem implementadas. Não podemos simplesmente enviar dinheiro", disse a um jornal.

O parlamentar conservador Markus Ferber afirmou à revista Der Spiegel que não havia maioria na Alemanha para o envio de um terceiro pacote de ajuda para a Grécia.

Desde 2010, Atenas depende do dinheiro do socorro de 240 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar as suas contas. A Grécia não recebe nenhuma parcela dos recursos desde agosto.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que o país havia chegado a um consenso básico com os credores internacionais, mas que o governo não recuaria dos seus limites, como, por exemplo, não cortar salários e pensões.

Volker Kauder, líder parlamentar dos conservadores, grupo de Merkel, declarou a um jornal que a situação é "muito difícil" e que "os gregos devem mostrar que eles continuam no caminho acordado".