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Altman: Europa quer da Grécia rendição incondicional

"A alternativa ao acordo fechado nesse final de semana, com a saída da eurozona, seria enfrentar situação de insolvência e colapso que rapidamente poderia levar à queda do governo de esquerda", afirma Breno Altman, diretor do Opera Mundi e colunista do 247; o jornalista destaca que "é improvável que a Grécia tivesse condições autóctones de resistir às sanções econômicas que lhe seriam impostas como punição pela rebeldia" e que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "acabou, assim, por aceitar um pacto medonho"

"A alternativa ao acordo fechado nesse final de semana, com a saída da eurozona, seria enfrentar situação de insolvência e colapso que rapidamente poderia levar à queda do governo de esquerda", afirma Breno Altman, diretor do Opera Mundi e colunista do 247; o jornalista destaca que "é improvável que a Grécia tivesse condições autóctones de resistir às sanções econômicas que lhe seriam impostas como punição pela rebeldia" e que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "acabou, assim, por aceitar um pacto medonho" (Foto: Gisele Federicce)

247 - "A alternativa ao acordo fechado nesse final de semana, com a saída da eurozona, seria enfrentar situação de insolvência e colapso que rapidamente poderia levar à queda do governo de esquerda, sustentado no Parlamento por uma coalizão com os Gregos Independentes, nacionalistas de centro-direita", afirma Breno Altman, diretor do portal Opera Mundi e blogueiro no 247.

"Improvável que a Grécia tivesse condições autóctones de resistir às sanções econômicas que lhe seriam impostas como punição pela rebeldia. Não possui riquezas naturais importantes, sua indústria e agricultura são débeis, as principais receitas dependem da área de serviços, principalmente do turismo", continua o jornalista. Segundo ele, "a conclusão de Tsipras parece ser que as fragilidades para consolidar uma trilha independente, nesse momento, seriam intransponíveis".

"Na prática, levaria a Grécia a uma tentativa revolucionária, de caráter anticapitalista, sem combustível político ou material para sequer começar a travessia", diz Altman. Por isso, "a estratégia do Syriza, a partir desta constatação, mudou de eixo: passou a entender que não haveria outra saída salvo aceitar as demandas financeiras dos credores europeus, desde que pudesse ter novos créditos para impedir a debacle econômica imediata e viesse a preservar parte da soberania grega".

E por isso "o primeiro-ministro acabou, assim, por aceitar um pacto medonho".

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