Amorim: nomear aliado de Bannon no Itamaraty é um estupro

Celso Amorim classificou como “um estupro” a possível nomeação do executivo do mercado financeiro Gerald Brant , aliado de Steve Bannon, no cargo de assessor especial no ministério das Relações Exteriores. Segundo Amorim, ação do governo é "tiro final" na diplomacia brasileira

Celso Amorim; Jair Bolsonaro, cumprimenta o empresário Gerald Brant em encontro nos EUA em março de 2019. Entre eles, Steve Bannon.
Celso Amorim; Jair Bolsonaro, cumprimenta o empresário Gerald Brant em encontro nos EUA em março de 2019. Entre eles, Steve Bannon. (Foto: 247 | Alan Santos/PR)
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247 - O ex-chanceler Celso Amorim concedeu entrevista nesta terça-feira (9) à TV 247 e condenou duramente os rumos de total subserviência da política externa brasileira aos EUA. Segundo ele, a possível nomeação do executivo do mercado financeiro Gerald Brant  no cargo de assessor especial no ministério das Relações Exteriores representa “um estupro” na diplomacia brasileira. 

“É uma coisa inexplicável, uma violência sem tamanho. É um tiro final no Itamaraty caso seja nomeado”, lamentou Amorim. 

Segundo ex-chanceler, “Brant é um empresário que tem a visão do empresariado americano da extrema-direita”. 

Além de diretor de uma empresa de investimentos em Wall Street, Brant também é aliado de Steve Bannon, o Guru de Trump, dos Bolsonaro e da extrema direita no mundo. O empresário também é amigo pessoal de  Flávio Bolsonaro e articulou o primeiro evento em Washington para homenagear o guru Olavo de Carvalho, em janeiro de 2019. 

China x EUA

O ex-ministro projeta que  as tensões entre os EUA e China “podem se acirrar” e “que tudo que o Brasil não precisa  neste momento é de tomar lado neste conflito”, referindo-se à completa submissão de Bolsonaro a Trump. “O Brasil tem que agir de forma independente, manter boas relações com os dois países”, concluiu. 

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