Após abater caça russo, Turquia diz que não quer agravar conflito

Pesidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse que o país não uqre uma escalada na tensão com a Rússia após um míssil turco ter abatido um caça russo que fazia missões de ataque contra o Estado Islâmico na Síria; "Não temos intenções de agravar este incidente. Estamos somente defendendo nossa própria segurança e os direitos dos nossos irmãos", disse Erdogan; segundo ele, aeronave foi atingida enquanto estava em espaço aéreo turco, mas caiu na Síria, embora partes do avião tenham caído na Turquia e ferido dois cidadãos turcos; Rússia nega invasão do espaço áereo

Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, durante encontro em Istambul. 13/11/2015 REUTERS/Osman Orsal
Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, durante encontro em Istambul. 13/11/2015 REUTERS/Osman Orsal (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse nesta quarta-feira que o país não quer qualquer agravamento após ter derrubado um avião militar russo, dizendo que a ação foi simplesmente de defesa da própria segurança e dos "direitos dos nossos irmãos" na Síria.

Falando durante evento de empresários em Istambul, Erdogan disse que a aeronave foi atingida enquanto estava em espaço aéreo turco, mas caiu na Síria, embora partes do avião tenham caído na Turquia e ferido dois cidadãos turcos.

"Não temos intenções de agravar este incidente. Estamos somente defendendo nossa própria segurança e os direitos dos nossos irmãos", disse Erdogan, acrescentando que a política turca na Síria não iria sofrer alterações.

"Iremos continuar nossos esforços humanitários em ambos lados da fronteira (com a Síria). Estamos determinados a tomar todas as medidas necessárias para prevenir uma nova onda de imigração", acrescentou.

A derrubada do avião de guerra russo próximo a fronteira da Síria na terça-feira foi uma dos confrontos conhecidos mais sérios entre um país membro da Otan e a Rússia em meio século.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o avião foi atacado quando estava a um quilômetro dentro da Síria e alertado sobre "consequências sérias", as quais chamou de uma facada nas costas administrada por "cúmplices de terroristas".

(Reportagem de Humeyra Pamuk)

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