Após quase 50 anos, Cuba libera compra de carros

Em uma das reformas mais aguardadas de sua gestão, o presidente Raúl Castro autorizou a importação e a comercialização de automóveis, depois de cerca de cinquenta anos de controle

Em uma das reformas mais aguardadas de sua gestão, o presidente Raúl Castro autorizou a importação e a comercialização de automóveis, depois de cerca de cinquenta anos de controle
Em uma das reformas mais aguardadas de sua gestão, o presidente Raúl Castro autorizou a importação e a comercialização de automóveis, depois de cerca de cinquenta anos de controle (Foto: Gisele Federicce)
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Da Agência Brasil*

Brasília – Em uma das reformas mais aguardadas de sua gestão, o presidente Raúl Castro autorizou a importação e a comercialização de automóveis, depois de cerca de cinquenta anos de controle. O governo de Cuba liberou o setor automotivo a comercializar veículos a preços de mercado e aboliu o sistema que só permitia aos cubanos comprar automóveis novos por meio do Estado.

Até ontem (19), cidadãos cubanos podiam vender e comprar veículos somente a preços fixados pelo Estado, de acordo com um decreto de 2010. A população não tinha acesso, no entanto, aos automóveis novos, que eram vendidos pelo Estado a pessoas selecionadas.

O Conselho de Ministros de Cuba decidiu na quinta-feira (19) liberar a venda no varejo de motocicletas, carros e caminhonetes novos e seminovos. A norma determina que a compra pode ser feita por pessoas físicas cubanas e estrangeiras, pessoas jurídicas estrangeiras e corpo diplomático. A nova política elimina as cartas de autorização emitidas pelo Ministério do Transporte, assim como outros mecanismos de aprovação pelo Estado.

Desde o começo do mandato de Raúl Castro, Cuba passa por um processo de reformas com elementos de economia de mercado, após décadas de monopólio estatal. Em 2013, as reformas liberalizaram viagens ao exterior, propuseram o fim da dualidade monetária, geraram cooperativas agrícolas e propuseram a desregulação de empresas estatais para disporem de parte de seus lucros.

*Com informações da Telám

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