Argentina de Alberto Fernández e Cristina Kirchner começa a punir juízes golpistas

Integrante da coalização Frente de Todos, do presidente Alberto Fernández, e de sua vice, Cristina Kirchner, a deputada Vanesa Siley apresentou um projeto de resolução com o objetivo de afastar o presidente do STF argentino, Carlos Fernando Rosenkrantz. Parlamentar alega que o jurista foi complacente com pessoas apontadas como autoras de crimes na ditadura

Carlos Fernando Rosenkrantz, presidente do STF argentino, Vanesa Siley, deputada, Alberto Fernández e Cristina kirchner
Carlos Fernando Rosenkrantz, presidente do STF argentino, Vanesa Siley, deputada, Alberto Fernández e Cristina kirchner (Foto: Divulgação - Reuters)
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247 - A deputada da Frente de Todos, Vanesa Siley, apresentou um projeto de resolução com o objetivo de afastar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Fernando Rosenkrantz. A mais alta Corte da Argentina havia proibido a substituição dos juízes que investigaram Cristina Kirchner, ex-presidente e atual vice de Alberto Fernández. 

A parlamentar questionou as ações de Rosenkrantz em casos relacionados à Ditadura Militar Argentina (1966-1973). São eles: “Muiña” - ex-agente paramilitar -, “Ledesma”, empresa acusada de crimes na ditadura argentina, e “Rufino Batalla”, ex-agente de inteligência e também envolvidos em crimes no período ditatorial. A informação foi publicada no site Infobae

Segundo a deputada, "Rosenkrantz desprezou e confrontou inaceitavelmente os princípios fundamentais que determinam a natureza da amnistia (ou anistia) destes crimes - uma posição partilhada pela comunidade internacional -, a respeito da qual todas as formas de perdão, indulto ou comutação de penas são intransponíveis".

A legenda quer investigação contra Rosenkrantz "por mau desempenho e possíveis crimes no exercício de suas funções, de acordo com o disposto no artigo 53 e as disposições correspondentes da Constituição Nacional".

De acordo com a parlamentar, "Rosenkrantz impede o pleno exercício dos direitos e garantias constitucionais". "Seus compromissos políticos e econômicos com as empresas e pessoas ligadas à responsabilidade civil na última ditadura militar estão dificultando o tratamento das causas", publicou a deputada no Twitter.

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