Argentinos vão às ruas contra Macri e alertam: “A pátria está em perigo”

Organizações sociais e políticas protestaram contra o FMI e a política antinacional e antipopular do governo de Maurício Macri

Organizações sociais e políticas protestaram contra o FMI e a política antinacional e antipopular do governo de Maurício Macri
Organizações sociais e políticas protestaram contra o FMI e a política antinacional e antipopular do governo de Maurício Macri (Foto: Reinaldo)

247, com Prensa Latina - Uma impactante manifestação foi realizada nesta sexta-feira (25) na emblemática Avenida 9 de Julho de Buenos Aires no Dia da Pátria argentina.

No dia em que a Argentina comemora os 208 anos da Revolução de Maio, a gesta que abriu caminho à definitiva independência do colonialismo espanhol, uma maré humana de milhares e milhares de argentinos, numa quilométrica concentração, manifestaram sua mensagem ao governo Macri: "Não ao FMI".

Enquanto o presidente da República realizava na Quinta de Olivos, residência oficial, o tradicional almoço com membros do seu ministério, nas ruas sentia-se a efervescência social com frases como 'Não ao FMI' e 'A pátria está em perigo'.

Foi uma resposta contundente dos argentinos à decisão do governo de pedir a "ajuda" financeira ao FMI, em meio à subida desenfreada do dólar, que se reflete também no aumento dos preços da cesta básica.

Mais de 40 organizações sindicais, sociais, de direitos humanos, políticas e religiosas convocaram a manifestação que protestou também contra os constantes aumentos dos preços dos serviços básicos e o corte no setor estatal que acarretou demissões.

'Neste 25 de maio a Pátria está em perigo. Dizemos não ao FMI, à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e ao ajuste neoliberal da aliança governamental 'Cambiemos', instrumentos para a dominação do povo argentino. Não os deixemos passar', escreveu no Twitter o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel.

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