Ataque feito por Bolsonaro ao pai assassinado de Bachelet também gera revolta na Argentina

A postagem monstruosa feita por Jair Bolsonaro nesta manhã, em que defendeu o assassinato do pai de Michele Bachelet pelo ditador Augusto Pinochet, também provocou revolta na Argentina. Ao destacar o crime de responsabilidade cometido por Bolsonaro, o jornal Clarín afirmou que ele tentou justificar "o golpe de estado de Augusto Pinochet e criticou o pai do ex-presidente do Chile, que foi torturado e morto" pela ditadura chilena

247 - A postagem monstruosa feita por Jair Bolsonaro nesta manhã, em que defendeu o assassinato do pai de Michele Bachelet pelo ditador Augusto Pinochet, também provocou revolta na Argentina. O jornal Clarín publicou uma matéria repercutindo o crime de responsabilidade cometido pelo atual ocupante do Planalto brasileiro ao tentar contra os princípios democráticos. 

"O presidente Jair Bolsonaro acusou a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, de se intrometer nos assuntos internos e na soberania do Brasil na segunda-feira, justificou o golpe de estado de Augusto Pinochet e criticou o pai do ex-presidente do Chile, que foi torturado e morto pelo regime estabelecido pelos militares chilenos em 1973", destaca a reportagem.

Na postagem, Bolsonaro atacou a memória do pai da ex-presidente chilena, o brigadeiro Alberto Bachelet, que foi acusado de “traição à pátria” e morreu por causa de torturas em 1973. A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, após a ex-presidente do Chile, havia apontado "encolhimento do espaço cívico de democrático no Brasil".

Bolsonaro defendeu a tortura e morte de Alberto Bachelet. “Diz [referindo-se a Bachelet} ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época", escreveu ele no Facebook

A repercussão negativa na Argentina desgasta ainda mais Jair Bolsonaro pela importância de boas relações com o país vizinho, que está prestes a ver o presidente neoliberal Maurício Macri ser derrotado nas eleições presidenciais de 27 de outubro. Nas eleições sumárias, neste mês, a chapa progressistas, Alberto Fernandez e sua vice, Cristina Kirchner, derrotaram o atual mandatário.





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